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	<title>NO REDD!</title>
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	<lastBuildDate>Wed, 14 Mar 2012 22:39:50 +0000</lastBuildDate>
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		<title>REDD in Brazil: Irish carbon trader Celestial Green and Munduruku People</title>
		<link>http://noredd.makenoise.org/redd-in-brazil-irish-carbon-trader-celestial-green-and-munduruku-people.html</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 22:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>noredd</dc:creator>
				<category><![CDATA[articles]]></category>

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		<description><![CDATA[Irish carbon trading company, Celestial Green,  claims 17 million hectares of the Amazon  - the size of Switerland and Austria. The Munduruku People are divided and protest, threaten carbon trader with arrow to the heart&#8230; A empresa,Celestial Green, segundo seu site, já tem 17 MILHÕES de hectares contratados na Amazônia brasileira para créditos de carbono&#8230; Matéria da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irish                                                 carbon trading company,                                                 Celestial Green,  claims                                                 17 million hectares of                                                 the Amazon  - the size                                                 of Switerland and                                                 Austria. The Munduruku                                                 People are divided and                                                 protest, threaten carbon                                                 trader with arrow to the                                                 heart&#8230;</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top">A                                                         empresa,Celestial                                                         Green, segundo                                                         seu site, já tem                                                         17 MILHÕES de                                                         hectares                                                         contratados na                                                         Amazônia                                                         brasileira para                                                         créditos de                                                         carbono&#8230;</p>
<blockquote>
<div>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top">
<h2><span style="font-size: xx-small;">Matéria                                                           da agência                                                           Pública</span></h2>
<h2><span style="font-size: xx-small;">REPRODUÇÃO                                                           AUTORIZADA                                                           DESDE QUE                                                           CITADA A FONTE</span></h2>
<h2><a rel="nofollow" href="http://apublica.org/2012/03/terra-e-dos-indios-carbono-e-de-quem/3/" target="_blank">A TERRA É DOS ÍNDIOS. E O CARBONO, É DE QUEM?</a></h2>
<div>09.03.12 | Por                                                           Natalia Viana,                                                           Ana Aranha,                                                           Jessica Motta                                                           e Carlos                                                           Arthur França</div>
<p>O <a rel="nofollow" href="http://www.webstation.tv/CGV/cgv-ethical-commitments/" target="_blank">vídeo promocional</a> da empresa Celestial Green                                                           Ventures –                                                           “verde                                                           celestial”, em                                                           português” –                                                           traz imagens                                                           de uma reunião                                                           em uma                                                           localidade não                                                           identificada,                                                           na Amazônia.                                                           Em meio a                                                           fotos, com                                                           fundo musical,                                                           o irlandês                                                           Ciaran Kelly,                                                           CEO, explica:                                                           “Nós sentamos                                                           com a                                                           comunidade                                                           local, há uma                                                           discussão                                                           muito aberta,                                                           dizemos o que                                                           temos que                                                           fazer, quais                                                           são as suas                                                           responsabilidades                                                           e as nossas.                                                           Se                                                           concordamos,                                                           prosseguimos”.</p>
<p>O                                                           português João                                                           Borges de                                                           Andrade, chefe                                                           de operações                                                           no Brasil,                                                           aparece em                                                           fotos rodeado                                                           pela população                                                           local. “Eu                                                           gosto do                                                           contato com                                                           essas pessoas,                                                           elas são muito                                                           gentis e muito                                                           amigáveis. É                                                           emocionante”.</p>
<p>A                                                           Celestial                                                           Green atua em                                                           um novo setor                                                           que se                                                           fortalece nos                                                           recônditos da                                                           Amazônia                                                           brasileira: a                                                           venda créditos                                                           de carbono com                                                           base em                                                           desmatamento                                                           evitado,                                                           focado nas                                                           florestas. Por                                                           estes                                                           créditos, a                                                           empresa tem                                                           procurado                                                           indígenas de                                                           diversas                                                           etnias e teria                                                           assinado                                                           contratos com                                                           os                                                           Parintintin,                                                           do Amazonas, e                                                           Karipuna do                                                           Amapá, segundo                                                           as suas                                                           páginas no                                                           tweeter e                                                           facebook.</p>
<p>No                                                           dia 22 de                                                           setembro do                                                           ano passado, o                                                           mesmo João                                                           Borges, da                                                           Celestial                                                           Green, foi a                                                           uma reunião a                                                           respeito de um                                                           contrato de                                                           crédito de                                                           carbono com os                                                           índios                                                           Munduruku, na                                                           Câmara                                                           Municipal de                                                           Jareacanga, no                                                           Pará. Assim                                                           que ficou                                                           sabendo, a                                                           missionária                                                           Izeldeti                                                           Almeida da                                                           Silva, que                                                           trabalha há                                                           dois anos com                                                           os Munduruku,                                                           correu para                                                           lá: “Fui pega                                                           de surpresa.                                                           Depois falei                                                           com um dos                                                           líderes e ele                                                           disse que                                                           fazia tempo                                                           que estavam                                                           negociando com                                                           um grupo                                                           pequeno de                                                           lideranças”.</p>
<p>Quando                                                           chegou à sala                                                           de reunião,                                                           diz a freira,                                                           o espaço                                                           estava cheio.                                                           Estavam todos                                                           lá: caciques,                                                           cacicas,                                                           mulheres e                                                           crianças.                                                           Muitos                                                           vestidos para                                                           guerra:                                                           pintados, com                                                           arcos e roupas                                                           tradicionais.                                                           A reunião foi                                                           fotografada                                                           pelos dois                                                           lados. “Os                                                           guerreiros e                                                           as guerreiras                                                           estavam muito                                                           brabos com o                                                           pessoal que                                                           foram falar lá                                                           em cima”,                                                           lembra o                                                           cacique                                                           Osmarino. “As                                                           guerreiras                                                           quase bateram                                                           neles”.</p>
<p>Segundo                                                           Izeldeti, o                                                           representante                                                           da empresa mal                                                           conseguiu                                                           falar. “Eles                                                           gritavam em                                                           voz forte que                                                           estavam                                                           cansados de                                                           ser enganados.                                                           Disseram: ‘nós                                                           sabemos cuidar                                                           da floresta,                                                           não precisa de                                                           ajuda’. As                                                           mulheres                                                           guerreiras                                                           ficaram na                                                           fila e cada                                                           uma foi                                                           falando em                                                           Munduruku.                                                           Meteram a                                                           flecha perto                                                           do coração,                                                           passavam no                                                           pescoço. O                                                           representante                                                           da empresa                                                           disse que não                                                           entendia a                                                           língua, mas                                                           que não tava                                                           gostando                                                           porque era                                                           sinal de                                                           ameaça”. O                                                           contrato, no                                                           entanto,                                                           acabou sendo                                                           assinado                                                           naquele mesmo                                                           dia – tanto a                                                           empresa quanto                                                           os indígenas                                                           confirmam.</p>
<p>De                                                           acordo com                                                           Izeldeti e                                                           Osmarino,                                                           porém, o                                                           contrato foi                                                           assinado                                                           contra a                                                           vontade da                                                           maioria da                                                           população                                                           Munduruku.</p>
<p><strong>Os                                                           donos do                                                           carbono</strong></p>
<p>Totalmente                                                           desconhecida                                                           no Brasil, a                                                           Celestial                                                           Green, sediada                                                           em Dublin, se                                                           declara                                                           proprietária                                                           dos direitos                                                           aos créditos                                                           de carbono de                                                           20 milhões de                                                           hectares na                                                           Amazônia                                                           brasileira – o                                                           que equivale                                                           aos                                                           territórios da                                                           Suíça e da                                                           Áustria                                                           somados.                                                           Juntos, os 17                                                           projetos da                                                           empresa na                                                           região teriam                                                           potencial para                                                           gerar mais de                                                           6 bilhões de                                                           toneladas de                                                           créditos de                                                           carbono,                                                           segundo a                                                           própria                                                           empresa.</p>
<p>Os                                                           créditos por                                                           desmatamento                                                           evitado, ou                                                           REDD (Redução                                                           de Emissões                                                           por                                                           Desmatamento e                                                           Degradação                                                           florestal), não                                                           são                                                           “oficiais”, ou                                                           seja, não                                                           podem ser                                                           vendidos nos                                                           mercados                                                           regulamentados                                                           pelo protocolo                                                           de Kyoto. Este                                                           protocolo só                                                           aceita, por                                                           exemplo, a                                                           venda de                                                           créditos por                                                           uma empresa de                                                           um país pobre                                                           que troque sua                                                           tecnologia por                                                           uma menos                                                           poluente; os                                                           créditos que                                                           ela deixará de                                                           emitir podem                                                           ser vendidos.</p>
<p>No                                                           caso das                                                           florestas, não                                                           há um                                                           mecanismo                                                           oficial que                                                           permita isso.</p>
<p>Por                                                           isso, os                                                           créditos de                                                           carbono                                                           referentes a                                                           florestas são                                                           negociados em                                                           um mercado                                                           voluntário,                                                           que não é                                                           regulado;                                                           empresas como                                                           a Landrover, o                                                           HSBC, a Google                                                           e a DuPont                                                           compram esses                                                           créditos para                                                           sinalizar que                                                           estão fazendo                                                           algo de bom                                                           pelo meio                                                           ambiente. O                                                           mercado é                                                           muito menor do                                                           que aquele                                                           resultante de                                                           projetos                                                           previstos por                                                           Kyoto: em                                                           2010, o valor                                                           negociado foi                                                           de cerca de                                                           400 milhões de                                                           dólares contra                                                           140 bilhões de                                                           dólares do                                                           mercado                                                           “oficial”.</p>
<p>Na                                                           esteira da                                                           corrida pelo                                                           invisível –                                                           créditos de                                                           carbono que                                                           deixaria de                                                           ser emitido                                                           por                                                           desmatamento –                                                           a irlandesa                                                           Celestial                                                           Green se                                                           adiantou:                                                           realizou                                                           diversas                                                           negociações                                                           rápidas e à                                                           margem de                                                           qualquer órgão                                                           federal. A                                                           empresa                                                           promete                                                           avaliar o                                                           potencial de                                                           créditos de                                                           carbono                                                           depois; mas já                                                           garante sua                                                           posse sobre                                                           eles, por                                                           contrato, e o                                                           acesso às                                                           terras para                                                           avaliação.</p>
<p><strong>Os                                                           Munduruku</strong></p>
<p>A                                                           primeira                                                           proposta aos                                                           Munduruku foi                                                           feita em junho                                                           do ano                                                           passado.                                                           Segundo                                                           relatos dos                                                           indígenas, a                                                           oferta dividiu                                                           o grupo. A                                                           Celestial                                                           Green oferecia                                                           4 milhões de                                                           dólares por                                                           ano, ao longo                                                           de 30 anos,                                                           pelos créditos                                                           de carbono dos                                                           2,3 milhões de                                                           hectares da                                                           terra                                                           indígena. Em                                                           troca, teria                                                           todos os                                                           direitos sobre                                                           os créditos de                                                           carbono e mais                                                           “outros                                                           certificados e                                                           benefícios” a                                                           serem obtidos                                                           “com a                                                           biodiversidade”.</p>
<p>“Primeiro,                                                           ele [<em>representante                                                           da Celestial                                                           Green</em>]                                                           falou que o                                                           projeto é para                                                           defender os                                                           povos                                                           indígenas.                                                           Disse que não                                                           podia mais                                                           mexer na                                                           terra, nem                                                           branco nem                                                           indígena.                                                           Quando ouvi                                                           essa conversa,                                                           era bom”,                                                           conta Osmarino                                                           Manhoari                                                           Munduruku,                                                           cacique de uma                                                           das 111                                                           aldeias onde                                                           vivem mais de                                                           6 mil                                                           Munduruku.                                                           “Depois, ele                                                           mandou o papel                                                           para                                                           associação.                                                           Nós vimos que,                                                           onde esse                                                           projeto tá,                                                           não pode fazer                                                           roça, nem                                                           caçar, nem                                                           pescar. Hoje                                                           estamos                                                           acostumados de                                                           plantar                                                           mandioca,                                                           batata, cana,                                                           batata doce,                                                           banana. A                                                           gente pesca,                                                           caça, tira                                                           madeira quando                                                           precisa. Mas                                                           eles dizem que                                                           não podia                                                           mais, eles                                                           mesmos iam dar                                                           o dinheiro                                                           para comprar                                                           os alimentos.                                                           E os indígenas                                                           não pode mais                                                           fazer nada,                                                           nada, nada. Aí                                                           a maioria                                                           achou que não                                                           é certo”.</p>
<p>A                                                           Pública teve                                                           acesso <a rel="nofollow" href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2012/03/Contrato-Celestial-com-Mundukuru.docx" target="_blank">a uma proposta inicial</a> enviada por lideranças                                                           indígenas ao                                                           CIMI, Conselho                                                           Indigenista                                                           Missionário,                                                           depois das                                                           primeiras                                                           gestões da                                                           empresa. O                                                           documento                                                           revela                                                           claramente as                                                           linhas gerais                                                           buscadas pela                                                           empresa no                                                           acordo.</p>
<p>“Este                                                           contrato                                                           concede à                                                           empresa o                                                           direito de                                                           realizar todas                                                           as análises e                                                           estudos                                                           técnicos,                                                           incluindo                                                           acesso sem                                                           restrições a                                                           toda a área,                                                           aos seus                                                           agentes e                                                           representantes”,                                                           diz o                                                           documento. Se                                                           as áreas                                                           negociadas não                                                           se adequassem                                                           à captação de                                                           carbono, o                                                           contrato seria                                                           invalidado. De                                                           qualquer                                                           maneira, a                                                           empresa teria                                                           assegurado o                                                           direito de                                                           fazer um                                                           levantamento                                                           detalhado de                                                           toda a área                                                           dos Munduruku.</p>
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<p>O                                                           contrato                                                           vetava                                                           qualquer                                                           modificação no                                                           ambiente: “O                                                           proprietário                                                           compromete-se                                                           a não efetuar                                                           quaisquer                                                           obras na área                                                           do contrato,                                                           ou outra                                                           atividade que                                                           venha a                                                           alterar a                                                           qualidade de                                                           carbono                                                           captado ou que                                                           contribua de                                                           alguma forma                                                           para afetar                                                           negativamente                                                           a imagem da                                                           empresa ou do                                                           projeto”.</p>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além                                                           disso, os                                                           Munduruku                                                           deixariam de                                                           receber o                                                           pagamento caso                                                           não                                                           submetessem                                                           suas                                                           atividades ao                                                           crivo da                                                           Celestial                                                           Green: “O                                                           proprietário                                                           compromete-se                                                           a manter a                                                           propriedade em                                                           conformidade                                                           com as                                                           metodologias                                                           estabelecidas                                                           pela empresa”.                                                           O valor, <a rel="nofollow" href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2012/03/ANEXO-I-do-contrato.docx" target="_blank">contido num anexo</a>, chama a atenção: 4 milhões de                                                           dólares por                                                           ano, chegando                                                           a um valor                                                           total de 120                                                           milhões de                                                           dólares.</p>
<p>Segundo                                                           especialistas                                                           consultados                                                           pela                                                           reportagem,                                                           dificilmente                                                           um contrato                                                           assim teria                                                           validade                                                           legal.                                                           Primeiro,                                                           porque parte                                                           de princípios                                                           jurídicos                                                           errados. O                                                           texto                                                           analisado se                                                           refere aos                                                           Mundurukus                                                           como                                                           “proprietários”,                                                           quando as                                                           terras                                                           indígenas                                                           pertencem à                                                           União. Depois,                                                           porque viola                                                           princípios de                                                           exclusividade                                                           de uso dada                                                           aos indígenas                                                           em terra                                                           homologada. “É                                                           totalmente                                                           ilegal. A                                                           empresa se                                                           coloca como                                                           dona dos                                                           recursos                                                           naturais e se                                                           atribui o                                                           direito de                                                           entrar quando                                                           bem entender                                                           para                                                           fiscalizar. Em                                                           algumas                                                           cláusulas, ela                                                           quer fazer o                                                           papel do                                                           Estado”,                                                           afirma João                                                           Camerini,                                                           advogado da                                                           ONG Terra de                                                           Direitos.</p>
<p>Para                                                           o                                                           antropólogo Miguel                                                           Aparicio,                                                           coordenador do                                                           Programa                                                           Operação                                                           Amazônia                                                           Nativa, o caso                                                           dos Munduruku                                                           deve servir de                                                           alerta para o                                                           governo. “É                                                           uma manifestação                                                           aberta da                                                           postura dos                                                           ‘biopiratas do                                                           carbono’. As                                                           cláusulas                                                           ignoram o                                                           direito                                                           indígena de                                                           usufruto                                                           exclusivo                                                           sobre suas                                                           terras,                                                           reconhecido                                                           pela                                                           Constituição                                                           Federal. O                                                           contrato                                                           proposto                                                           merece a                                                           intervenção                                                           urgente do                                                           poder público                                                           brasileiro”.</p>
<p>Como                                                           o mercado de                                                           crédito de                                                           carbono é                                                           novo, o                                                           governo                                                           brasileiro                                                           ainda não                                                           criou                                                           parâmetros                                                           para regular                                                           essas                                                           negociações.                                                           Mas, dada a                                                           urgência da                                                           questão,                                                           15 entidades e                                                           movimentos                                                           ligados às                                                           populações                                                           indígenas elaboraram                                                           uma carta de <a rel="nofollow" href="http://www.imaflora.org/upload/repositorio/pc_redd_julho2010.pdf" target="_blank">Princípios e Critérios Socioambientais de REDD</a>.                                                           Alguns desses                                                           princípios são                                                           a participação                                                           de toda a                                                           população                                                           afetada no                                                           processo de                                                           decisão e a                                                           transparência                                                           sobre os                                                           detalhes do                                                           contrato e do                                                           mercado em que                                                           estão                                                           entrando.</p>
<p>O                                                           caso dos                                                           Munduruku foi                                                           denunciado em                                                           setembro no                                                           ano passado <a rel="nofollow" href="http://telmadmonteiro.blogspot.com/" target="_blank">no blog da ativista ambiental Telma Monteiro</a>.  O                                                           procurador                                                           Cláudio                                                           Henrique Dias,                                                           do Ministério                                                           Público                                                           Federal de                                                           Santarém,                                                           abriu um                                                           procedimento                                                           administrativo                                                           para                                                           investigar o                                                           caso. Ele                                                           pediu a cópia                                                           do contrato à                                                           Associação                                                           Pussuru, que                                                           representa os                                                           Munduruku, e                                                           acionou a                                                           Funai.</p>
<p>A                                                           FUNAI não quis                                                           se pronunciar                                                           nessa                                                           reportagem mas                                                           prometeu uma                                                           entrevista com                                                           o presidente                                                           Márcio Meira                                                           para a semana                                                           que vem.</p>
<p><strong>Corretores                                                           de carbono,                                                           xeretas,                                                           piratas?</strong></p>
<p>Antônio                                                           José do                                                           Nascimento                                                           Fernandes,                                                           mestre em                                                           Química pela                                                           Universidade                                                           Federal do                                                           Amazonas e                                                           conselheiro-secretário                                                           do Instituto                                                           Amazônia                                                           Livre, pensa                                                           diferente. O                                                           Instituto                                                           mantém um                                                           projeto com a                                                           Celestial                                                           Green de                                                           “monitoramento                                                           e levantamento                                                           dos dados das                                                           florestas, das                                                           comunidades,                                                           do que pode                                                           ser desmatado                                                           daqui a 20, 30                                                           anos”.</p>
<p>Para                                                           ele, que                                                           trabalha com a                                                           empresa há                                                           cerca de um                                                           ano, o                                                           contrato                                                           assinado com                                                           os Munduruku                                                           não limita o                                                           uso da terra                                                           pelos índios:                                                           “A única coisa                                                           que fala no                                                           contrato é que                                                           eles [os                                                           índios] devem                                                           preservar os                                                           recursos e que                                                           todo uso deve                                                           ser                                                           informado”. E                                                           como isso será                                                           informado?                                                           Segundo                                                           Antônio, o                                                           plano é                                                           elaborar um                                                           conselho                                                           formado “pelas                                                           instituições                                                           financeiras,                                                           pelos                                                           representantes                                                           indígenas e                                                           pela                                                           Instituição                                                           Amazônia                                                           Livre”, para                                                           deliberar                                                           sobre isso.                                                            “Não é de cima                                                           para baixo. É                                                           um projeto de                                                           igual pra                                                           igual. É uma                                                           troca mútua,                                                           porque eles                                                           consomem, mas                                                           sabem que [os                                                           recursos]                                                           podem acabar”.</p>
<p>A                                                           Celestial                                                           Green não é                                                           exatamente uma                                                           empresa                                                           transparente.                                                           O site da                                                           empresa, que                                                           está em                                                           construção há                                                           alguns meses,                                                           não traz mais                                                           do que uma                                                           descrição                                                           genérica,                                                           embora declare                                                           que há três                                                           anos a empresa                                                           vem negociando                                                           com                                                           prefeituras,                                                           proprietários                                                           de terra e                                                           tribos                                                           indígenas da                                                           Amazônia.</p>
<p>Os                                                           objetivos                                                           declarados dos                                                           projetos da                                                           Celestial,                                                           comandada pelo                                                           irlandês                                                           Ciaran Kelly,                                                           são: “alcançar                                                           lucratividade                                                           para todos os                                                           investidores”,                                                           “proteger                                                           áreas da                                                           floresta em                                                           risco dos                                                           efeitos                                                           devastadores                                                           da extração                                                           ilegal de                                                           madeira,                                                           mineração                                                           ilegal e                                                           queimadas”,                                                           “proteger a                                                           biodiversidade                                                           presente                                                           nessas áreas e                                                           conduzir                                                           atividades                                                           importantes de                                                           coleta de                                                           dados”, além                                                           de “fornecer                                                           empregos,                                                           educação e                                                           cuidado médico                                                           básico para os                                                           habitantes das                                                           áreas dos                                                           projetos”.</p>
<p>Segundo                                                           o site, os                                                           projetos estão                                                           em negociação                                                           com                                                           investidores                                                           no Panama,                                                           Ásia, Vietnã,                                                           Malásia,                                                           Coreia do Sul                                                           e China.</p>
<p>A                                                           parte que                                                           promete ao                                                           visitante                                                           “descubra mais                                                           sobre nossos                                                           projetos” está                                                           em construção.                                                           Não há mais                                                           detalhes.</p>
<p>Em                                                           27 de junho de                                                           2011, a                                                           empresa                                                           anunciou                                                           vagamente ter <a rel="nofollow" href="http://napi.webdisclosure.com/index.html?user_id=10536" target="_blank">“aumentado a sua base de contratos na Amazônia                                                           brasileira”</a>.                                                           “A Celestial                                                           Green Ventures                                                           PLC aumentou o                                                           tamanho de sua                                                           base de terras                                                           contratadas em                                                           1.203.226 de                                                           hectares (um                                                           aumento de                                                           6,5%) com a                                                           assinatura de                                                           5 novos                                                           contratos                                                           garantindo à                                                           empresa a                                                           produção de                                                           qualquer tipo                                                           de carbono                                                           nestas terras                                                           pelos próximos                                                           30 anos”.                                                           Segundo o                                                           release, a                                                           empresa se                                                           listou na                                                           bolsa Deutsche                                                           Boerse, em                                                           Frankfurt, com                                                           a missão de                                                           dobrar a área                                                           contratada                                                           para 40                                                           milhões de                                                           hectares (duas                                                           Suíças, duas                                                           Áustrias).</p>
<p>Mais                                                           recentemente,                                                           em fevereiro                                                           deste ano, a                                                           companhia                                                           anunciou pelo                                                           seu twitter                                                           novos                                                           contratos com                                                           as prefeituras                                                           de São Gabriel                                                           da Cachoeira,                                                           Boca do Acre e                                                           Apuí, no                                                           Amazonas,                                                           totalizando 11                                                           milhões de                                                           hectares cujo                                                           carbono também                                                           ficará à sua                                                           disposição.</p>
<p><strong>O                                                           projeto                                                           “Borba”</strong></p>
<p>A empresa                                                           tem um caso                                                           que é                                                           apresentado                                                           como                                                           bem-sucedido:                                                           o chamado                                                           “projeto                                                           Borba”. O                                                           projeto,                                                           acordado com o                                                           prefeito de                                                           Borba,                                                           município de                                                           20 mil                                                           habitantes no                                                           sul do                                                           Amazonas em                                                           2010, não teve                                                           até hoje os                                                           créditos                                                           validados –                                                           uma empresa                                                           escocesa, a                                                           Ecometrica,                                                           está ainda                                                           desenvolvendo                                                           uma                                                           metodologia                                                           para medir e                                                           validar os                                                           créditos                                                           gerados, ou o                                                           tanto de                                                           carbono que                                                           não será                                                           jogado no ar                                                           pela proteção                                                           das áreas. “Um                                                           comunicado                                                           oficial será                                                           emitido na                                                           hora certa”,                                                           limita-se a                                                           dizer a                                                           empresa.</p>
<p>Segundo                                                           um release que                                                           foi apagado do                                                           site, o                                                           projeto Borba                                                           consistiu na                                                           assinatura de                                                           um contrato                                                           com a                                                           prefeitura do                                                           município,                                                           intermediado                                                           pela ONG                                                           FEAMA –                                                           Fundação                                                           Ecológica de                                                           Amazônia – ONG                                                           capitaneada                                                           pelo                                                           brasileiro                                                           Romeu Cordeiro                                                           da Silva. A                                                           FEAMA não tem                                                           site na                                                           internet, nem                                                           telefone de                                                           contato.</p>
<p>O                                                           acordo dava                                                           direitos a                                                           créditos de                                                           uma área                                                           de 1.333.578                                                           hectares,                                                           cerca de 1/3                                                           do município.</p>
<p>Procurados                                                           pela Pública,                                                           nem o                                                           secretário de                                                           administração                                                           da                                                           prefeitura, Ricardo                                                           José Sá de                                                           Souza, nem o                                                           secretário de                                                           Meio Ambiente                                                           sabiam do                                                           acordo.                                                           Finalmente a                                                           Pública                                                           conseguiu                                                           converser com                                                           o                                                           prefeito Antonio                                                           José Muniz                                                           Cavalcante,                                                           que não                                                           explicou por                                                           que seus                                                           secretários                                                           não foram                                                           informados do                                                           caso. “A                                                           Celestial                                                           Green                                                           apareceu,                                                           falou com a                                                           associação de                                                           municípios.                                                           Como temos uma                                                           reserva                                                           municipal,                                                           fizemos um                                                           contrato que                                                           dá direito de                                                           eles                                                           negociarem o                                                           carbono nesta                                                           área. Vieram                                                           no município,                                                           fizeram um                                                           projeto e                                                           coletaram                                                           bastante                                                           material. Mas                                                           não tivemos                                                           benefícios.                                                           Esse contrato                                                           já está até                                                           quebrado,                                                           porque o prazo                                                           deve estar                                                           vencido. E                                                           como não                                                           tivemos                                                           retorno, pelo                                                           menos no que                                                           propuseram a                                                           nos pagar,                                                           nada foi                                                           desembolsado”.</p>
<p>Apesar                                                           dos créditos                                                           de Borba não                                                           terem sido                                                           validados – e,                                                           aparentemente                                                           à revelia da                                                           prefeitura – a                                                           Industry RE,                                                           companhia                                                           britânica de                                                           investimentos                                                           anunciou em 7                                                           de junho de                                                           2001 a compra                                                           de 1 milhão                                                           desses                                                           créditos para                                                           serem                                                           revendidos a                                                           outras                                                           empresas. O                                                           valor não foi                                                           informado.</p>
<p>A                                                           Industry RE                                                           fornece                                                           créditos de                                                           carbono para o                                                           grupo Guardian                                                           Media Group,                                                           que detém o                                                           jornal                                                           britânico                                                           Guardian. Além                                                           disso, mantém                                                           o simpático                                                           site <a rel="nofollow" href="http://mytreefrog.com/" target="_blank">My Tree Frog</a>, no qual cada pessoa pode comprar                                                           créditos de                                                           carbono de                                                           onde quiser,                                                           “anulando”                                                           assim as suas                                                           próprias                                                           pegadas                                                           ecológicas.</p>
<p>Segundo                                                           o diretor Ian                                                           Hamilton                                                           afirmou no                                                           início de                                                           março <a rel="nofollow" href="http://www.pointcarbon.com/news/1.1786061" target="_blank">ao site econômico Point Carbon News</a>, os créditos de                                                           Borba seriam                                                           usados para                                                           aliviar as                                                           emissões de                                                           uma                                                           subsidiária da                                                           Coca-cola no                                                           Oriente Médio                                                           e uma unidade                                                           da gigante                                                           eltrônica                                                           japonesa                                                           Canon.</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2012/03/VER_Carbon_Credits_Borba_PDD.pdf" target="_blank">Uma brochura da IndustryRE</a> que tenta vender esses                                                           créditos de                                                           Borba afirma                                                           que a                                                           Celestial                                                           Green tem                                                           acesso a uma                                                           área                                                           de 18.192.193                                                           de hectares                                                           por 30 anos,                                                           incluindo                                                           acordo com                                                           diversas                                                           prefeituras no                                                           estado do                                                           Amazonas. Os                                                           maiores                                                           terrenos estão                                                           no estado do                                                           Amazonas:                                                           2.954.902                                                           hectares em                                                           Barcelos,                                                           1.066.862                                                           hectares em                                                           Caruari;                                                           1.761.189                                                           hectares em                                                           Manicoré, e                                                           1.440.585                                                           hectares em                                                           Canutama –                                                           além de Borba,                                                           claro.</p>
<p>Segundo                                                           o documento,                                                           os projetos da                                                           Industry RE                                                           não focam                                                           apenas os                                                           créditos de                                                           carbono, mas                                                           pretendem                                                           “expandir os                                                           parâmetros”                                                           para incluir o                                                           desenvolvimento                                                           de energia e                                                           água limpa,                                                           reflorestamento,                                                           manejo                                                           sustentável de                                                           florestas e                                                           conservação.</p>
<p>Além                                                           disso, a                                                           Celestial                                                           Green possui                                                           10 mil                                                           hectares em                                                           Rondônia,                                                           terra                                                           adquirida do                                                           Capital First                                                           Merchant Bank                                                           Ltda. Mas isso                                                           é outra                                                           história.</p>
<p>De                                                           vinis e ouro à                                                           sonhada                                                           preservação do                                                           meio ambiente.</p>
<p>O                                                           “projeto                                                           Rondônia” é o                                                           mais antigo da                                                           Celestial                                                           Green                                                           Ventures,                                                           aliás                                                           Celestial                                                           Green                                                           Investments                                                           (CGI), uma                                                           empresa de                                                           investimentos                                                           sediada em                                                           Kent que tem                                                           como CEO o                                                           mesmo irlandês                                                           Ciaran Kelly.</p>
<p>O                                                           projeto                                                           baseia-se em                                                           uma área de 10                                                           mil hectares                                                           em Rondônia e                                                           foi                                                           detalhadamente                                                           descrito em um                                                           documento –                                                           registrado                                                           junto a US                                                           Security and                                                           Exchange                                                           Comission – de                                                           compra de                                                           ações da CGI                                                           pela empresa                                                           de                                                           investimento                                                           Apollo                                                           Capital, com                                                           sede em Miami                                                           – da qual                                                           Ciaran Kelly                                                           era um dos                                                           diretores.                                                           Antes de                                                           investir em                                                           negócios                                                           sustentáveis,                                                           a Apollo                                                           Capital chegou                                                           a prensar                                                           vinis e copiar                                                           CDs e DVDs e                                                           registra                                                           investimentos                                                           milionários                                                           em <em>bonds</em> do                                                           banco central                                                           da Venezuela,                                                           da Petrobras e                                                           também<a rel="nofollow" href="http://apollocapitalgroup.co/pages/our-investments/shareholdings.php?lang=EN" target="_blank"> em exploração de quartzo na Bahia</a>.</p>
<p>Essa                                                           área em                                                           Rondônia,                                                           localizada no                                                           município                                                           de Machadinho                                                           d’Oeste, é                                                           adjacente à                                                           terra indígena                                                           dos Cinta                                                           Larga e foi                                                           comprada pela                                                           Apollo Capital                                                           (site) da                                                           empresa                                                           brasileira Capital                                                           First Merchant                                                           Bank Ltda                                                           junto com a                                                           concessão para                                                           exploração de                                                           ouro e                                                           diamantes, <a rel="nofollow" href="http://apollocapitalgroup.co/pages/our-investments/shareholdings.php?lang=EN" target="_blank">fato celebrado em seu site</a>.</p>
<p>Meses                                                           depois, Apollo                                                           e Celestial                                                           Green mudaram                                                           idéia:                                                           decidiram não                                                           fazer a                                                           mineração da                                                           área e vender                                                           os créditos                                                           por não ter                                                           explorado o                                                           local.  “A                                                           Celestial                                                           Green acredita                                                           que o                                                           desenvolvimento                                                           de operações                                                           de mineração                                                           teriam um                                                           impacto                                                           ecológico                                                           catastrófico”,                                                           diz o                                                           documento de                                                           registro. O                                                           projeto Rondônia                                                           está                                                           disponível                                                           para os                                                           usuários do                                                           site Tree                                                           Frog. Quem                                                           quiser aliviar                                                           sua pegada                                                           ecológica<a rel="nofollow" href="http://www.mytreefrog.com/the-amazon-rainforest.html" target="_blank">, é só clicar</a>.</p>
<p><strong>“Our                                                           people”</strong></p>
<p>Nem                                                           mesmo a equipe                                                           que compõe a                                                           empresa consta                                                           do site da                                                           Celestial                                                           Green. Quando                                                           a Pública                                                           começou a                                                           investigar a                                                           CG, a empresa                                                           listava 29                                                           pessoas como                                                           sua equipe,                                                           incluindo                                                           diversos                                                           brasileiros.                                                           Dois dias                                                           depois, a                                                           lista sumiu.</p>
<p>A                                                           Pública tentou                                                           entrar em                                                           contato com                                                           alguns desses                                                           supostos                                                           funcionários.                                                           Na tarde de                                                           quinta-feira,                                                           conversou com                                                           o professor                                                           Eder Zanetti,                                                           doutorando em                                                           manejo                                                           florestal                                                           pela UFPR, um                                                           consultor                                                           experiente em                                                           projetos de                                                           crédito de                                                           carbono, Eder                                                           foi                                                           responsável                                                           pela área de                                                           mudanças                                                           climáticas                                                           globais e                                                           serviços                                                           ambientais das                                                           florestas no                                                           Centro                                                           Nacional de                                                           Pesquisas                                                           Florestais da                                                           Embrapa.</p>
<p>Ao                                                           celular,                                                           perguntado                                                           sobre suas                                                           relações com a                                                           empresa                                                           irlandesa, ele                                                           se mostrou                                                           surpreso: “Não                                                           tenho                                                           conhecimento,                                                           não. Nunca vi                                                           nem falar esse                                                           nome                                                           [Celestial                                                           Green]”.                                                           Segundo ele, a                                                           sua                                                           consultoria                                                           foi procurada                                                           por “diversas                                                           empresas                                                           internacionais                                                           querendo fazer                                                           negócio com                                                           terra indígena                                                           aqui no                                                           Brasil”. A                                                           procura, nos                                                           últimos dois                                                           anos, tem                                                           aumentado.                                                           “Mas não estou                                                           fazendo                                                           consultoria                                                           para nenhum                                                           projeto no                                                           momento”.</p>
<p>Mais                                                           tarde, por                                                           email, Zanetti                                                           confirmou: “De                                                           fato não                                                           consegui                                                           entender a                                                           natureza do                                                           meu                                                           envolvimento                                                           com a referida                                                           empresa. Eu                                                           não saberia                                                           dizer nem se                                                           ela é séria ou                                                           não, porque                                                           não consegui                                                           navegar no                                                           site para ver                                                           quem são os                                                           proprietários.                                                           Definitivamente                                                           não sou                                                           funcionário                                                           deles”.</p>
<p>Outro                                                           brasileiro                                                           listado no                                                           site explicou                                                           que atua como                                                           consultor em                                                           um projeto da                                                           CG. Vivaldo                                                           Campbell de                                                           Araújo foi                                                           delegado do                                                           IBDF – atual                                                           Ibama – de                                                           1971 a 1978.                                                           Ele conta que                                                           não sabia que                                                           seu nome                                                           estava no                                                           site, mas                                                           havia pedido                                                           reserva. Não                                                           queria ser                                                           listado como                                                           membro da                                                           empresa.                                                           “Porque você                                                           sabe, tem                                                           muita                                                           especulação”.                                                           Segundo ele,                                                           faz cerca de                                                           oito meses que                                                           ele é                                                           consultor de                                                           um projeto de                                                           manejo                                                           sustentável                                                           que pretende                                                           “mostrar as                                                           alternativas                                                           de manter o                                                           carbono, mas                                                           alterar as                                                           florestas                                                           pelas espécies                                                           mais                                                           valiosas”.</p>
<p><strong>Contrato                                                           questionado</strong></p>
<p>Por                                                           telefone,                                                           Paula Cofré,                                                           brasileira                                                           nascida no                                                           Chile,                                                           explicou que o                                                           CEO Ciaranm                                                           Kelly não dá                                                           entrevistas                                                           pelo telefone                                                           – apenas por                                                           email. Formada                                                           em jornalismo                                                           pela PUC do                                                           Paraná, Paula                                                           trabalha há                                                           cerca de 6                                                           meses na                                                           empresa. Foi                                                           contratada                                                           inicialmente                                                           como                                                           secretária e                                                           hoje é                                                           “administradora                                                           sênior e                                                           assistente                                                           pessoal do                                                           CEO”. Segundo                                                           ela, o                                                           representante                                                           português João                                                           Borges não                                                           costuma dar                                                           entrevistas.</p>
<p>Paula                                                           confirmou a                                                           assinatura do                                                           contrato entre                                                           a Celestial                                                           Green e os                                                           Mundukuru e                                                           disse que a                                                           empresa não                                                           conta com um                                                           escritório no                                                           Brasil. “Temos                                                           pessoas                                                           trabalhando em                                                           Manaus, mas                                                           ainda não                                                           abriram (um                                                           escritório)”. A                                                           Pública enviou                                                           a minuta de                                                           contrato                                                           obtida pelo                                                           CIMI, pedindo                                                           que a empresa                                                           confirmasse se                                                           havia alguma                                                           diferença                                                           quanto ao                                                           contrato                                                           assinado. “Eu                                                           sei que eles                                                           não costumam                                                           dar detalhes                                                           sobre os                                                           contratos,                                                           tipo valor,                                                           essas coisas”,                                                           explicou                                                           Paula.</p>
<p>Finalmente                                                           o CEO                                                           respondeu –                                                           sem responder:                                                           “Podemos                                                           afirmar                                                           categoricamente                                                           que os                                                           contratos da                                                           CGV PLC têm                                                           sempre o                                                           cabeçalho com                                                           os detalhes da                                                           empresa, são                                                           assinados em                                                           cada página                                                           por um                                                           representante                                                           da empresa,                                                           são                                                           autenticados e                                                           também contêm                                                           um carimbo da                                                           companhia”.                                                           Pouco depois,                                                           o funcionário                                                           Antônio José                                                           do nascimento                                                           Fernandes                                                           ligou para a                                                           Pública e leu                                                           o anexo 1 do                                                           contrato,                                                           confirmando                                                           que se trata                                                           do mesmo texto                                                           – e                                                           confimando,                                                           inclusive os                                                           valores                                                           acordados.</p>
<p>Na                                                           sua entrevista                                                           em papel                                                           timbrado,                                                           Ciaran afirmou                                                           que “a                                                           Celestial                                                           Green Ventures                                                           não pode                                                           divulgar                                                           nenhum acordo                                                           financeiro que                                                           tenha sido                                                           feito com                                                           nossos                                                           parceiros”.                                                           Mas prometeu:                                                           “no final de                                                           julho de 2012,                                                           nosso primeiro                                                           ano completo                                                           de finanças                                                           será                                                           apresentado”.                                                           A Pública vai                                                           esperar pra                                                           ver.<span style="color: #888888;"><span style="color: #888888;"> </span></span><span style="color: #888888;"><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;"> </span></span></p>
<div><span style="color: #888888;"><span style="color: #888888;"><br />
</span></span></div>
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<div><span style="color: #888888;"><span style="color: #888888;"> &#8211;<br />
Natalia Viana<br />
<a rel="nofollow" href="http://apublica.org/" target="_blank">aPublica.org</a><br />
5511 36613887<br />
<img src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/03/LOGO-vermelho3.jpg" alt="" /><br />
agência de                                                           reportagem e                                                           jornalismo                                                           investigativo</span></span></div>
<div><span style="color: #888888;"><span style="color: #888888;"><br />
</span></span></div>
</blockquote>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noredd.makenoise.org/redd-in-brazil-irish-carbon-trader-celestial-green-and-munduruku-people.html/feed</wfw:commentRss>
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		<title>REDD: la codicia por los árboles</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 21:43:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>noredd</dc:creator>
				<category><![CDATA[video-es]]></category>

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		<description><![CDATA[El Caso Chiapas: la Selva Lacandona al mejor postor Producido por Otros Mundos AC/Amigos de la Tierra México Con el apoyo de Amigos de la Tierra Internacional, Fundación Siemenpuu y Global Justice Ecology Proyect Licencia Creative Commons Realización colectiva a cargo de Domingo M. Lechón, Ángel Galán, Néstor Giménez y Jesica Ciacci DESCARGAR AQUÍ (697.87 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-488">
<div><a title="Permanent Link to REDD: la codicia por los árboles" href="http://otrosmundoschiapas.org/materiales/wp-content/woo_uploads/82-redd.jpg"><img class="thumbnail alignright" src="http://otrosmundoschiapas.org/materiales/wp-content/woo_uploads/82-redd.jpg" alt="REDD: la codicia por los árboles" width="250" height="180" /></a></p>
<h2>El Caso Chiapas: la Selva Lacandona al mejor postor</h2>
<p><em>Producido por Otros Mundos AC/Amigos de la Tierra México</em><br />
<em>Con el apoyo de Amigos de la Tierra Internacional, Fundación Siemenpuu y Global Justice Ecology Proyect</em><br />
<em>Licencia Creative Commons</em><br />
<em>Realización colectiva a cargo de Domingo M. Lechón, Ángel Galán, Néstor Giménez y Jesica Ciacci</em></p>
<p><em> </em><strong>DESCARGAR <a title="REDD" href="http://www.wupload.mx/file/2053101457/redd_chiapas_documental.avi.zip" target="_blank">AQUÍ</a> (697.87 MB) </strong><strong>wupload – Bajar hasta “Regular Download”<br />
</strong></p>
<p><em><strong>ENGLISH SUBTITTLES</strong>: <a title="ENG Subtittles" href="http://otrosmundoschiapas.org/materiales/docs/eng_subtittles_redd_chiapas.zip" target="_blank">here</a> </em></p>
<p>TRAILER:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/-EcxTrZ4fk8?version=3&amp;hl=es_MX&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>El mecanismo REDD (Reducción de Emisiones por la Deforestación y la  Degradación de los bosques) resuena en la actualidad de Chiapas, México y  muchos otros lugares del mundo. Fue propuesto hace unos años en la ONU  como un mecanismo de compensación que ayudara para combatir el cambio  climático.<br />
Sin embargo en la Cumbre del Clima de Cancún en 2010 (COP16), esta  propuesta se afianzó fuertemente gracias al impulso del Gobierno de  México, quien presentó algunas “acciones tempranas” de REDD e introdujo a  comunidades rurales en el mercado del carbono…</p>
<p>En este video documental distintas partes implicadas dan argumentos  sobre REDD, sobre el interés que hay en la implentación de este  mecanismo y sobre lo que implica para Chiapas. Aquí mostramos algunos  comentarios de las partes implicadas que los medios de comunicación  comerciales ocultan.</p>
<p>REDD ¿aporta una solución real a la crisis climática? ¿Qué relación  existe con la brecha lacandona? ¿Qué lo hace un tema tan importante?</p>
<p>VER ON-LINE:<br />
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		<title>MERCADOS DE CARBONO &#8211; La neoliberalización del clima</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 21:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>noredd</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A modo de prólogo Entre las formas de vida contactadas con la naturaleza y aquellas contactadas con el capital Esperanza Martínez* Alberto Acosta ** Montecristi: una Constituyente renovadora y revolucionaria Cuando parecían agotarse los espacios físi­cos colonizables, la Naturaleza y sus funciones se están convirtiendo en objeto de exóticos meca­nismos de prosperidad del capital, reproducien­do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="system">
<div>
<div>A modo de prólogo<br />
<strong>Entre las formas de vida contactadas con la naturaleza y aquellas contactadas con el capital</strong></p>
<p>Esperanza Martínez*<br />
Alberto Acosta **</p>
<p><strong>Montecristi: una Constituyente renovadora y revolucionaria</strong></p>
<p>Cuando parecían agotarse los espacios físi­cos colonizables, la Naturaleza y sus funciones se están convirtiendo en objeto de exóticos meca­nismos de prosperidad del capital, reproducien­do nuevas formas de acumulación. A pesar de esas tendencias, o justamente por ellas, la Cons­titución de Montecristi incorporó elementos que marcarían rupturas epistemológicas a esas viejas y nuevas formas de acumulación.</p>
<p>Uno de esas rupturas es el reconocimiento de la Naturaleza como sujeto de derechos. La liberación de la Naturaleza de la condición de sujeto sin derechos o de simple objeto de propie­dad, permite, entre otras cosas, cuestionar la nue­va tendencia que promueve la mercantilización de la Naturaleza y que ha fomentado diferentes instrumentos de acumulación del capital, como son los nuevos mercados, los sistemas de finan­ciamiento y varios negocios a lo largo y ancho del planeta.</p>
<p>El clima, además de ser un tema de preocu­pación global, es el escenario, la excusa y el ins­trumento para desarrollar lo que se está consti­tuyendo en un nuevo mercado financiero que reproduce, actualiza y profundiza las formas de dominación. Por esto resulta vital comprender cómo se formaron estos mercados, cómo funcio­nan y cuáles son sus impactos.</p>
<p>Antes de abordar estos nuevos esquemas de colonización, recordemos que la Constitución de Montecristi también propuso el sumak kawsay o Buen Vivir en tanto cultura de la vida, para orga­nizar la sociedad –incluyendo por cierto la eco­nomía– preservando la integridad de los proce­sos naturales, garantizando los flujos de energía y de materiales en la biosfera y protegiendo las expresiones de vida en comunidad. El Buen Vivir, concepto que emana de las culturas ancestrales del Abya-Yala, forma parte de la larga búsqueda de alternativas de vida fraguadas al calor de las luchas de la Humanidad por la emancipación de los pueblos y por la defensa de la vida.</p>
<p><strong>La (pen)última frontera de la colonización capitalista</strong></p>
<p>El capitalismo, demostrando su asombroso y perverso ingenio para buscar y encontrar nuevos espacios de explotación, está colonizando el cli­ma. Este ejercicio neoliberal extremo, del cual no se libran los gobiernos “progresistas” de la región, convierte la capacidad de la Madre Tierra en un negocio para reciclar el carbono. Y lo que resul­ta indignante, la atmósfera es transformada cada vez más en una nueva mercancía diseñada, regu­lada y administrada por los mismos actores que provocaron la crisis climática y que reciben ahora subsidios de los gobiernos con un complejo sis­tema financiero y político, descrito en este libro. Este proceso de privatización del clima se inició en la época neoliberal impulsado por el Banco Mundial, la Organización Mundial del Comercio y otros tratados complementarios.</p>
<p>La historia de los mercados de carbono arrancó con los esquemas de tope y trueque de contaminación. (La expresión inglesa original es cap and trade. Aún está en debate si tope y trueque es una traducción adecuada, especialmente por­que en este caso no aplica la connotación positiva del trueque. Sin embargo, esta traducción ya ha tenido cierta difusión y es la que utilizaremos en adelante.) Los topes o supuestos límites que los gobiernos imponen a las industrias contaminan­tes, lo hemos visto, lejos de ser una herramienta para reducir la contaminación se han converti­do en un estímulo para incluso contaminar más. Con serios antecedentes de tráfico de influencias, los gobiernos distribuyen permisos de emisiones prácticamente de manera gratuita y en muchos casos sobrepasando los límites reales de emisio­nes, con lo cual los grandes contaminantes son premiados cuando tienen entre manos permisos excedentes que pueden comercializar.</p>
<p>Paralelamente se puso en marcha un com­plejo sistema financiero en el que se estableció el valor de cambio del CO2. Así aparecieron los mer­cados de carbono, creándose una serie de equiva­lencias falsas entre las emisiones industriales y la absorción de carbono de los ecosistemas.</p>
<p>Larry Lohmann, autor de este libro, nos dice <em>…el nuevo sistema sentó las bases para que proyectos desplegados en países en desarrollo pudieran generar créditos que, posteriormen­te, pudieran adquirir y utilizar los países de­sarrollados para cumplir con sus obligaciones de reducción de emisiones. El fondo fue trans­formado en un mecanismo de comercio, las sanciones se transformaron en premios y un sistema jurídico se transformó en un mercado.</em></p>
<p>A esto se suma que las cuotas o permisos de contaminación que se asignan lo hicieron en base al récord histórico de las industrias. Se ha com­probado que se repartieron demasiados derechos particularmente entre las industrias de produc­ción de energía y calor, refinerías de petróleo, plantas metalúrgicas y acería, fábricas de papel e industrias con alta intensidad energética.</p>
<p>Lohmann se pregunta si este desfase fue real­mente un error o una prueba más de la siempre creciente influencia del capital transnacional en el diseño de mercados –incluso ficticios y por su­puesto inútiles– y de las políticas que los alientan. Decimos inútiles, pues mientras el mercado del carbono florece, la contaminación, en cambio, no mengua, con lo cual se evidencia una gran con­tradicción con el objetivo de neutralizar el cam­bio climático.</p>
<p>En realidad, alentados por la voracidad de acumulación del capital, los mercados de car­bono siguen expandiéndose. Estos mercados adquieren la forma de una burbuja, similar a aquella relacionada con las hipotecas subprime y que llevó al reciente colapso financiero cuyas on­das se expandieron a nivel planetario. Para Loh­mann, la clave de esta “nueva” burbuja es el hecho de que en el centro de los mercados de carbono se encuentra un activo poco claro.</p>
<p>En un sugerente ejercicio de comparación con la burbuja inmobiliaria nos dice que<br />
<em>el mercado de hipotecas de alto riesgo debía enriquecer a miles de personas; al final, em­pobreció a millones. (.) En teoría, los merca­dos de carbono deben mitigar el problema del calentamiento global; en la práctica, lo están empeorando.</em></p>
<p>Las formas dominantes de mirar los pro­blemas del cambio climático, que privilegian el capital por sobre la vida, el mantenimiento de modelos industriales depredadores aun a costa de la sobrevivencia de pueblos y culturas, el con­sumismo sobre la sustentabilidad, en la práctica, inhiben la aplicación de acciones que enfrenten las causas del calentamiento global. Por el con­trario esta priorización favorece las evasivas para no encontrar soluciones definitivas y por lo tanto ahondan los problemas.</p>
<p><strong>La soberanía constitucional amenazada</strong></p>
<p>Preocupado por la intromisión en la sobera­nía de los estados, Lohmann introduce en su libro un análisis sobre los efectos<em>“desreguladores”</em> que tienen los mercados de carbono especialmente sobre los marcos legales de países subdesarrolla­dos, pues las sanciones legales por contaminar son reemplazadas por precios y el <em>“cumplimiento de la ley por mercados de servicios ambientales”</em>. Con razón afirma <em>“sería difícil imaginar una ex­presión más pura de la doctrina neoliberal”.</em></p>
<p>Estas reflexiones son muy importantes para el Ecuador. En este país existen varios programas estatales que se orientan por la lógica mercantili­zadora de la Naturaleza, como los proyectos REDD (“Reducción de Emisiones por Deforesta­ción y Degradación”), y su versión criolla: los proyectos Socio Bosque y Socio Páramo.</p>
<p>Este tipo de proyectos ha puesto sus esfuer­zos en estos cuestionados procesos de mercanti­lización, en donde la tierra y los fondos públicos del Sur global entran a jugar el papel de garantías cuando los “bonos verdes” que el Sur genera son valorados, retaceados o combinados con otras “mercancías climáticas” en un mercado maneja­do estrictamente por el Norte global.</p>
<p>Este es un tema especialmente sensible en el marco de la Iniciativa Yasuní-ITT. Esta iniciativa fue/es probablemente la mejor propuesta para en­frentar el calentamiento global, las responsabilida­des comunes y diferenciadas y la transición hacia un economía y fuente de energía no petrolera. Frente a la (i)lógica de los mercados del carbono, la iniciativa fue enfocarnos en el petróleo. Frente a los negocios del clima, en el marco neoliberal del comercio de emisiones, se propuso un esquema cercano al reconocimiento de la deuda ecológica, con los países industrializados como deudores.</p>
<p>Por lo tanto, apostar por REDD, en tanto op­ción mercantil, y no por la Iniciativa Yasuní-ITT, introduciendo en el debate el ciclo del carbono, constituye una declaración pública de ignorancia. No se puede comparar el carbono del petróleo con el de los bosques. El primero es tiempo geológico, el segundo tiempo biológico. Un REDD mercanti­lizado se centra en valorar el carbono vegetal con­tenido en los bosques como parte de un modelo de compra-venta de reservorios de carbono, tal como lo hacían los Mecanismos de Desarrollo Limpio ligados a la absorción de emisiones.</p>
<p>La Iniciativa Yasuní-ITT planteó no sola­mente evitar dichas emisiones, sino que cuestio­nó en esencia la extracción del petróleo. Con esto criticó la lógica de las políticas para proteger el clima, vigentes hasta ahora.</p>
<p>Los proyectos REDD tienen impactos nega­tivos en las comunidades indígenas, en sus terri­torios, en sus economías y en sus culturas, dan paso a la monetarización de las responsabilida­des. Se lleva la conservación de los bosques al te­rreno de los negocios. Se mercantiliza y privatiza el aire, los bosques, los árboles y la tierra misma. Es finalmente un acto de ceguera mercantil en torno a la urgencia de iniciar un giro hacia una civilización post petrolera.</p>
<p>La instrumentación de los proyectos REDD no evita la extracción masiva y depredadora de recursos naturales, orientada al mercado mun­dial, causante no solo del subdesarrollo, sino también de la crisis ambiental global. Al contra­rio, estos proyectos REDD podrían actuar, en la práctica, como un incentivo para que las comu­nidades permitan operaciones extractivistas, que de otra manera serían rechazadas en sus territorios. REDD, en síntesis, recoge el espíritu de los espejitos con los que los europeos iniciaron la conquista de América.</p>
<p>La Iniciativa Yasuní-ITT, construida desde la sociedad civil y que luego fue asumida por el gobierno ecuatoriano, nos invita a ser audaces y creativos, pero sobre todo responsables. Desde su primera formulación esta propuesta convocó al debate internacional. Y ese es, quizás, hasta aho­ra, el mayor aporte concreto de la misma.</p>
<p><strong>Desmercantilización de la Naturaleza, mandato de Montecristi</strong></p>
<p>La condición de sujeto de la Naturaleza, nos conmina a rechazar los mercados ficticios e inefi­cientes, a desmercantilizar las funciones de la Na­turaleza y a rechazar la perversidad de mecanismos que evaden las responsabilidades con el clima.</p>
<p>En la Constitución se incluyeron claras dispo­siciones para abordar la cuestión climática. Así, en su artículo 414, se determinó que<br />
<em>El Estado adoptará medidas adecuadas y transversales para la mitigación del cambio climático, mediante la limitación de las emi­siones de gases de efecto invernadero, de la deforestación y de la contaminación atmosfé­rica; tomará medidas para la conservación de los bosques y la vegetación, y protegerá a la población en riesgo.</em></p>
<p>De eso se trata el Buen Vivir. Por otra parte el artículo 74 la Constitución estableció dos temas centrales para prevenir e impedir que la Natura­leza sea mercantilizada, y usada para evadir las responsabilidades frente al clima, así se dice<br />
<em>las personas, comunidades, pueblos y nacio­nalidades tendrán derecho a beneficiarse del ambiente y de las riquezas naturales que les permitan el Buen Vivir”, y en el mismo artí­culo se dispone que “los servicios ambientales no serán susceptibles de apropiación; su pro­ducción, prestación, uso y aprovechamiento serán regulados por el Estado.</em></p>
<p>Es interesante anotar que la figura de “servi­cio ambiental” surgió para explicar los servicios que el Estado debía otorgar en materia de sanea­miento ambiental. Sin embargo, hay la tenden­cia, neoliberal por cierto, de utilizar esta figura para mercantilizar las funciones de la Naturaleza, como son los ciclos del agua y del carbono. Está claro que bajo cualquiera de las dos acepciones esos servicios no pueden ser privatizados y el que el Estado deba regularlos, no implica abrir la puerta para su comercialización.</p>
<p>Para concluir, ante el fracaso manifiesto de la carrera detrás del fantasma del desarrollo, emer­ge con fuerza el Buen Vivir en tanto alternativa al desarrollo. Es decir de formas de organizar la vida fuera del desarrollo, superando el desarrollo, en suma rechazando aquellos núcleos conceptua­les de la idea de desarrollo convencional entendi­do como progreso lineal y fundamentado en el culto al capital.</p>
<p>*Miembro de Acción Ecológica y coordinadora para Sudamérica de la red Oilwatch.</p>
<p>** Economista ecuatoriano. Profesor e investigador de la FLACSO-Ecuador. Ex-ministro de Energía y Minas. Ex-presidente de la Asamblea Constituyente.</p>
<p><strong>Otras publicaciones de la serie sobre el debate constituyente<br />
Editores Alberto Acosta y Esperanza Martínez</strong></p>
<p><em>El buen Vivir. Una vía para el desarrollo</em><br />
Varios autores</p>
<p><em>Plurinacionalidad. Democracia en la diversidad</em><br />
Varios autores</p>
<p><em>Derechos de la naturaleza. El futuro es ahora</em><br />
Varios autores</p>
<p><em>El mandato ecológico. Derechos de la naturaleza y políticas ambientales en la nueva Constitución</em><br />
Eduardo Gudynas</p>
<p><em>Agua: un derecho fundamental</em><br />
Varios autores</p>
<p><em>Soberanías. Una lectura plural</em><br />
Varios autores</p>
<p><em>Refundación del Estado en América Latina. Perspectivas desde una epistemología del Sur</em><br />
Boaventura de Sousa Santos</p>
<p><em>Mal desarrollo y mal vivir. Pobreza y violencia a escala mundial.</em><br />
José María Tortosa</p>
<p><em>El neoconstitucionalismo transformador. El Estado y el derecho en la Constitución de 2008</em><br />
Ramiro Ávila Santamaría</p>
<p><em>La naturaleza con derechos: De la filosofía a la política</em></p>
</div>
<div>Varios autores</p>
<p><em>Economía social y solidaria: El trabajo antes que el capital</em><br />
José Luis Corragio</p>
<p><em>Mercados de Carbono. Neoliberalización del clima</em><br />
Larry Lohmann</p>
<p><strong>Editorial Abya-Yala<br />
Encuéntrelo en librería Abya-Yala (Av. 12 de octubre 1430 y Wilson, Quito) o pídalo a <a href="mailto:libreria@abyayala.org" target="_self">libreria@abyayala.org</a></strong></p>
</div>
<div><a href="http://www.carbontradewatch.org/downloads/publications/Mercados-de-carbono-FINAL.pdf" target="_self">descargar</a> [PDF 3.8MB]</div>
</div>
</div>
<p>por Larry Lohmann</p>
<p><a href="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2012/02/Mercados-de-carbono-FINAL.pdf">Descargar PDF</a> [3.8mb]</p>
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		<title>Video: A Darker Shade of Green–New GJEP/ GFC Video on REDD Released</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 21:23:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>noredd</dc:creator>
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		<description><![CDATA[New Video Reveals Global Resistance to Forest-Carbon Projects and Documents Critical Perspectives on REDD (video y boletín en español debajo) A Darker Shade of Green: REDD Alert and the Future of Forests (Instructions for requesting a DVD of the new REDD video, which includes two bonus features, can be found here.) Global Forest Coalition and [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-weight: normal;"><strong>New Video Reveals Global Resistance to Forest-Carbon Projects and </strong><strong>Documents Critical Perspectives on REDD</strong></span></h2>
<div>
<p><em>(video y boletín en español debajo)</em></p>
<p><em><strong>A Darker Shade of Green: REDD Alert and the Future of Forests</strong></em></p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/FPFPUhsWMaQ?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>(<strong>Instructions for requesting a DVD of the new REDD video</strong>, <strong>which includes two bonus features, <a href="http://globaljusticeecology.org/forest_carbon_offsets.php?ID=595">can be found here</a></strong>.)</p>
<p>Global Forest Coalition and Global Justice Ecology Project have produced a new video entitled <strong><em>A Darker Shade of Green: REDD Alert and the Future of Forests</em></strong>.  The twenty-eight minute video, launched today, documents opposition  among Indigenous Peoples, forest-dependent communities and environmental  justice groups around the globe, to controversial programs that claim  to Reduce Emissions from Deforestation and Forest Degradation (REDD) by  putting forests into the carbon market.</p>
<p><strong> </strong>As policies and programs to Reduce Emissions from  Deforestation and Forest Degradation (REDD) are promoted around the  world by corporations and governments, Indigenous Peoples and other  forest-dependent communities are raising the alarm that these programs  will have serious negative impacts – and will not mitigate climate  change.</p>
<p>Clayton Thomas-Muller of Indigenous Environmental Network, featured  in the video, declares, “We can take care of our own lands, we don’t  need agencies … to do this for us. As Indigenous Peoples we want rights,  and we don’t want REDD.”</p>
<p>Nnimmo Bassey, of Nigeria, Chair of Friends of the Earth  International, also featured in the video, says, “The whole idea of  Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation is not  about stopping deforestation. It’s industry driven, it’s driven by  speculators who want to grab land in Africa, in Asia, in Latin America,  and who don’t really want to change the mode of economy we’re living  right now.”</p>
<p>REDD has been hotly contested since it was first introduced into the  climate mitigation package at the United Nations climate talks in 2007.  Every year since, REDD has been pushed by those who wish to use the  world’s forests as carbon offsets and protested by Indigenous Peoples  and forest dependent communities that face potential forced relocation  if their forest homelands are “protected,” under the REDD scheme.  <em><strong>A Darker Shade of Green</strong></em> details the ideas behind REDD and the concerns being raised against it.</p>
<p>Following the UN Climate Conference in Durban, South Africa last  month, global REDD projects are coming under even greater scrutiny.  Simone Lovera, Director of Global Forest Coalition, said, “The outcomes  of the Durban Conference in the field of REDD are generally seen as a  major step backwards. The already unacceptably weak and non-binding  social and environmental safeguards that were adopted previously were  further undermined, and the vague guidance for reporting emission  reductions allows cheating and exaggerations.”</p>
<p>Subnational REDD programs such as the agreement between California,  USA, Chiapas, Mexico, and Acre, Brazil – featured in the new video – are  still set to move forward, though with carbon markets collapsing,  grassroots resistance growing, and global climate agreements in  deep-freeze, legislators may be hard-pressed to provide concrete  footings for the complicated agreement.</p>
<p><strong><em>A Darker Shade of Green: REDD Alert and the Future of Forests</em></strong>,  produced in English and Spanish, features interviews and testimonies  from Mexico, Brazil, Panama, Philippines, Indonesia, Nepal, Uganda,  India, and California. The DVD version of the video contains two  additional bonus films on REDD: <em>Amador Hernandez: Starved for Medical Services</em> by Global Justice Ecology Project and <em>REDD: A Greed for Trees</em> by the Chiapas-based NGO <em>Otros Mundos</em>.  <a href="http://globaljusticeecology.org/forest_carbon_offsets.php?ID=595">Information on requesting this DVD can be found here.</a></p>
<p><strong>The video was made possible with support from Artists Project  Earth UK, Carbon Trade Watch, Green Valley Media, Hiroshi Kanno, Isvara  Foundation, Lawson Valentine Foundation, Lush Cosmetics Company,  and  New Visions Foundation.</strong></p>
<p>A three-minute trailer is also available for viewing in English and Spanish by <a href="http://climate-connections.org/2012/01/12/new-video-trailer-a-darker-shade-of-green-redd-and-the-future-of-forests/">clicking here</a></p>
<p id="watch-headline-title"><em><strong>Un Verde Mas Oscuro: REDD y El Futuro de Los Bosques</strong></em></p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/KwHn4_fsKyA?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Mientras las politicas y programas para Reducir las Emisiones de  Deforestacion y Degradacion (REDD), y para aumentar almacenaje de  carbono en los bosques (REDD+) estan promovidos alrededor del mundo por  los elites globales y nacionales, pueblos indigenas y otras comunidades  que dependen de los bosques estan sonando alarmas que estas programas  tendran serios impactos nagativos — y no reducirán las multiples  amenazas de la crisis climatica. Este documental de 28 minutos presenta  las varios preocupaciones sobre REDD desde la perspectiva de la gente  mas impactada. Con entrevistas y testimonios de México, Brasil, Panama,  Filipinas, Indonesia, Nepal, Uganda, India, y California.</em></p>
<p><em><strong><br />
</strong></em></p>
</div>
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		<title>Indigenous Peoples Condemn Climate Talks Fiasco and Demand Moratoria on REDD+</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 20:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>noredd</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Contact: Tom Goldtooth Tel (USA): (218) 760 &#8211; 0442 December 13, 2011 – Indigenous leaders returning from Durban, South Africa condemn the fiasco of the United Nations climate change talks and demand a moratorium on a forest carbon offset scheme called REDD+ which they say threatens the future of humanity and Indigenous Peoples’ very survival. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Contact: Tom Goldtooth</p>
<p style="text-align: right;">Tel (USA): (218) 760 &#8211; 0442</p>
<p>December 13, 2011 – Indigenous leaders returning from Durban, South Africa condemn the fiasco of the United Nations climate change talks and demand a moratorium on a forest carbon offset scheme called REDD+ which they say threatens the future of humanity and Indigenous Peoples’ very survival. During the UN climate negotiations, a Global Alliance of Indigenous Peoples and Local Communities against REDD+ and for Life was formed to bring attention to the lack of full recognition of Indigenous rights being problematic in the texts of the UN climate negotiations.</p>
<p>“It was very disappointing that our efforts to strengthen the vague Indigenous rights REDD safeguards from the Cancun Agreements evaporated as the Durban UN negotiations went on. It is clear that the focus was not on strong, binding commitments on Indigenous rights and safeguards, nor limiting emissions, but on creating a framework for financing and carbon markets, which they did. Now Indigenous Peoples’ forests may really be up for grabs,” says Alberto Saldamando, legal counsel participating in the Indigenous Environmental Network delegation.</p>
<p>Berenice Sanchez of the Mesoamerica Indigenous Women’s Biodiversity Network says, “Instead of cutting greenhouse gas emissions 80% like we need, the UN is promoting false solutions to climate change like carbon trading and offsets, through the Clean Development Mechanism and the proposed REDD+ which provide polluters with permits to pollute. The UN climate negotiation is not about saving the climate, it is about privatization of forests, agriculture and the air.”</p>
<p>Tom Goldtooth, Director of Indigenous Environmental Network based in Minnesota, USA does not mince words. “By refusing to take immediate binding action to reduce the concentration of greenhouse gas emissions, industrialized countries like the United States and Canada are essentially incinerating Africa and drowning the small island states of the Pacific. The sea ice of the Inupiat, Yupik and Inuit of the Arctic is melting right before their eyes, creating a forced choice to adapt or perish. This constitutes climate racism, ecocide and genocide of an unprecedented scale.”</p>
<p>Of particular concern for indigenous peoples is a forest offset scheme known as REDD+ (Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation). Hyped as a way of saving the climate and paying communities to take care of forests as sponges for Northern pollution, REDD+ is rife with fundamental flaws that make it little more than a green mask for more pollution and the expansion of monoculture tree plantations. The Global Alliance of Indigenous Peoples and Local Communities against REDD+ and for Life, formed at the Durban UN climate negotiations, call for an immediate moratorium on REDD+-type projects because they fear that REDD+ could result in “the biggest land grab of all time,” thus threatening the very survival of indigenous peoples and local communities.</p>
<p>“At Durban, CDM and REDD carbon and emission offset regimes were prioritized, not emission reductions. All I saw was the UN, World Bank, industrialized countries and private investors marketing solutions to market pollution. This is unacceptable. The solutions for climate change must not be placed in the hands of financiers and corporate polluters. I fear that local communities could increasingly become the victims of carbon cowboys, without adequate and binding mechanisms to ensure that the rights of indigenous peoples and local forested and agricultural communities are respected,” Goldtooth added.</p>
<p>“We call for an immediate moratorium on REDD+-type policies and projects because REDD is a monster that is already violating our rights and destroying our forests,” Monica González of the Kukapa People and Head of Indigenous Issues of the Mexican human rights organization Comision Ciudadana de Derechos Humanos del Noreste.</p>
<p>The President of the Ogiek Council of Elders of the Mau Forest of Kenya, Joseph K. Towett, said “We support the moratorium because anything that hurts our cousins, hurts us all.”</p>
<p>“We will not allow our sacred Amazon rainforest to be turned into a carbon dump. REDD is a hypocrisy that does not stop global warming,” said Marlon Santi, leader of the Kichwa community of Sarayaku, Ecuador and long time participant of UN and climate change meetings.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Just Released! No REDD Papers: Vol. 1</title>
		<link>http://noredd.makenoise.org/just-released-no-redd-papers-vol-1.html</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 20:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>noredd</dc:creator>
				<category><![CDATA[our publications]]></category>

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		<description><![CDATA[“No REDD Papers, Volume I is a must read for all who seek to know the truth about this mercantilist tool called REDD. It is also highly recommended for those who believe that policies to fight the current climate chaos must see the people and Mother Earth, and not merely see trees as commodities for [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><strong><a href="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/11/NoREDDpapers1cover.gif"><img class="alignright size-full wp-image-643" title="NoREDDpapers1cover" src="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/11/NoREDDpapers1cover.gif" alt="" width="231" height="342" /></a>“<em>No REDD Papers, Volume I </em>is a must read for all  who seek to know the truth about this mercantilist tool called REDD. It  is also highly recommended for those who  believe that policies to fight the current climate chaos must see the  people and Mother Earth, and not merely see trees as commodities for  cash and carbon speculation.”</strong></div>
<div>—Nnimmo Bassey,  Alternative Nobel Prize Laureate, Executive Director of Environmental  Rights Action/ Friends of the Earth, Nigeria (ERA/FoEN), Chair of  Friends of the Earth International and poet</div>
<div><br /></div>
<div><span style="color: #1c9bdc;"><a href="http://climatevoices.files.wordpress.com/2011/11/noreddpapers_download.pdf">NoReddPapers_Download</a> <br /></span><var id="yui-ie-cursor"></var></div>
<div><a href="http://climatevoices.files.wordpress.com/2011/11/noreddpapers_download_spreads.pdf"><span style="color: #1c9bdc;">NoReddPapers_Download_spreads</span></a></div>
<div><span style="color: #1c9bdc;"><br /></span></div>
<div><strong>Global Justice Ecology Project has just published the No REDD Papers, Volume 1.  To  download it, click on one of the links above. </strong>The top link  will download the booklet with one page per sheet of paper; the bottom  link will download the booklet with 2 pages, side by side, per piece of  paper.</div>
<div><br /></div>
<div><strong>To download the beautiful poster, click here:</strong> <a href="http://climatevoices.files.wordpress.com/2011/11/no-redd_poster-cartel1.pdf"><span style="color: #1c9bdc;">NO REDD_Poster-Cartel</span></a></div>
<div><span style="color: #1c9bdc;"><br /></span></div>
<div>Your  future, our climate and Indigenous Peoples are threatened by a devious  false solution to climate change called REDD (Reducing Emissions from  Deforestation and Forest Degradation).</div>
<div><br /></div>
<div>Unfortunately, industrialized  countries, oil companies and other climate criminals that are trashing  the planet have absolutely no intention of drastically cutting  greenhouse gas emissions necessary to  truly address climate change.</div>
<div><br /></div>
<div>Instead,  along with the World Bank and the United Nations, they are concocting  this REDD scheme to take over the forests of the world as supposed  sponges for their pollution. In the process, they are evicting the very  people who have conserved those forests for millennia. REDD may be the  biggest land grab of all time, cause genocide and replace real forests  with massive industrial tree plantations that could even include  genetically engineered trees. Read this book so together we can resist  this new form of colonialism and privatization of the air we breathe,  and defend the trees and forests that we love.</div>
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		<title>Carta del Acre contra el REDD y la mercantilización de la naturaleza</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 22:34:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>noredd</dc:creator>
				<category><![CDATA[REDD statements]]></category>

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		<description><![CDATA[Carta del Estado de Acre En defensa de la vida, de la integridad de los pueblos y de sus territorios contra el REDD y la mercantilización de la naturaleza Estuvimos reunidos en Rio Branco – Estado de Acre, entre los días 3 y 7 de octubre de 2011 en el Taller: “Serviços Ambientais, REDD e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Carta del Estado de Acre</strong></span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>En defensa de la vida, de la integridad de los pueblos y de sus territorios contra el REDD y la mercantilización de la naturaleza</strong></span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Estuvimos reunidos en Rio Branco – Estado de Acre, entre los días 3 y 7 de octubre de 2011 en el Taller: “Serviços Ambientais, REDD e Fundos Verdes do BNDES: Salvação da Amazônia ou Armadilha do Capitalismo Verde?” (Servicios Ambientales, REDD y Fondos Verdes del BNDES: ¿Salvación de la Amazonia o Trampa del Capitalismo Verde?</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> )</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Estábamos presentes organizaciones socioambientales, de trabajadoras y trabajadores de la agricultura familiar, organizaciones de Resex (Reservas Extractivistas) y Asentamientos Extractivistas, de derechos humanos (nacionales e internacionales), organizaciones indígenas, organizaciones de mujeres, pastorales sociales, profesores, estudiantes y personas de la sociedad civil comprometidas con la lucha “de los de abajo”.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Percibimos la formación de un consenso en torno a la idea de que, desde 1999, con la elección del gobierno del Frente Popular de Acre (FPA), se tomaron iniciativas para la implantación de un “nuevo modelo” de desarrollo. Desde entonces, dicho modelo es celebrado como primor de armonía entre desarrollo económico y conservación del bosque, de sus bienes naturales y del modo de vida de sus habitantes. Con fuerte apoyo de los medios de comunicación, de sindicatos, de ONGs promotoras del capitalismo verde en la región amazónica, de bancos multilaterales, de oligarquías locales, de organizaciones internacionales, éste es presentado como “modelo exitoso” a ser seguido por otras regiones del Brasil y del mundo.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">En estos días tuvimos la oportunidad de conocer, en el campo, algunas iniciativas consideradas como referencia en Acre. Vimos de cerca los impactos sociales y ambientales del “desarrollo sustentable” en curso en el estado. Visitamos el “Projeto de Assentamento Agroextrativista Chico Mendes”, “Fábrica de Preservativos NATEX” y el “Seringal São Bernardo” (“Projeto de Manejo Florestal Sustentável das Fazendas Ranchão I e II”). Las visitas nos colocaron frente a un escenario bastante distinto a aquello que es publicitado a nivel nacional e internacional.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">En “Seringal São Bernardo” pudimos constatar que la atención de los intereses de las madereras se hace en detrimento de los intereses de las poblaciones locales y de la conservación de la naturaleza. Incluso las cuestionables reglas de los planes de manejo no son respetadas y, según dicen los pobladores, con connivencia de gestores estatales. En el caso del “Projeto de Assentamento Agroextrativista Chico Mendes Cachoeira” (en Xapuri), constatamos que los pobladores continúan subyugados al dominio monopolista, actualmente venden la madera a la empresa “Laminados Triunfo” a R$90,00 el m3, cuando la misma cantidad de madera llega a valer hasta R$1200 en la ciudad. Por ello, apoyamos la reivindicación de diversas comunidades por la suspensión de los célebres proyectos de manejo. Solicitamos la determinación de todas las irregularidades y exigimos la penalización de los culpables por la destrucción delictiva de los bienes naturales.</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Los días en que estuvimos reunidos fueron dedicados asimismo al estudio sobre Servicios Ambientales, REDD y Fondos Verdes del BNDES. Comprendimos el papel de los Bancos (Banco Mundial, FMI, BID y BNDES), ONGs comprometidas con el capitalismo verde, tales como WWF, TNC y CI; así como el papel de otras instituciones como ITTO, FSC y USAID, sectores de la sociedad civil y Gobiernos de los Estados y Federal que se han aliado al capital internacional con la intención de mercantilizar el patrimonio natural de la Amazonia.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Destacamos que, además de desprovista de amparo constitucional, la Ley Nº 2.308 de fecha 22 de octubre de 2010, que reglamenta el Sistema del Estado de Incentivo a Servicios Ambientales, se creó sin el debido debate con los sectores de la sociedad directamente impactados por ella, esto es, los hombres y mujeres del campos y del bosque. Reproduciendo servilmente los argumentos de los países centrales, los gestores estatales locales la presentan como una forma eficaz de contribuir con el equilibrio del clima, proteger el bosque y mejorar la calidad de vida de aquellos que habitan en él. Debe decirse, sin embargo, que la referida ley genera “activos ambientales” para negociar los bienes naturales en el mercado de “servicios ambientales” como el mercado de carbono. Se trata de un desdoblamiento de la actual fase del capitalismo cuyos defensores, con el fin de asegurar su reproducción ampliada, recurren al discurso ambiental para mercantilizar la vida, privatizar la naturaleza y despojar a los pobladores del campo y de la ciudad. Por la ley, la belleza natural, la polinización de insectos, la regulación de lluvias, la cultura, los valores espirituales, los saberes tradicionales, el agua, las plantas y hasta el propio imaginario popular, todo pasa a ser mercadería. La actual propuesta de modificación del Código Forestal complementa esta nueva estrategia de acumulación del capital, al autorizar la negociación de los bosques en el mercado financiero, con la emisión de “papeles verdes”, el llamado “Certificado de Cuotas de Reserva Ambiental” (CCRA). De este modo, todo se coloca en el ámbito del mercado para ser administrado por bancos y empresas privadas.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Aunque sea presentada como solución para el calentamiento global y para los cambios climáticos, la propuesta REDD permite a los países centrales del capitalismo mantener sus estándares de producción, consumo y, por lo tanto, también de contaminación. Continuarán consumiendo energía de fuentes que producen más y más emisiones de carbono. Históricamente responsables de la creación del problema, ahora proponen una “solución” que atiende más a sus intereses. Posibilitando la compra del “derecho de contaminar”, mecanismos como REDD fuerzan a las “poblaciones tradicionales” (ribereños, indígenas, afrobrasileños, trabajadoras del coco, caucheros, etc.) a renunciar a la autonomía en la gestión de sus territorios.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Con esto, se confunden los papeles. El capitalismo, la civilización más predadora de la historia de la humanidad, no representaría ningún problema. Por lo contrario, sería la solución. Los destructores serían ahora los grandes defensores de la naturaleza. Y aquellos que históricamente garantizaron la conservación natural son, ahora, encarados como predadores y por eso mismo son criminalizados. No sorprende, por lo tanto, que recientemente el Estado haya vuelto más ostensiva la represión, la persecución y hasta la expulsión de las poblaciones locales de sus territorios. Todo para asegurar la libre expansión del mercado de los bienes naturales.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Con el indisfrazable apoyo estatal, por ese y otros proyectos, el capital hoy promueve y conjuga dos formas de reterritorialización en la región amazónica. Por una parte, expulsa pueblos y comunidades del territorio (como es el caso de los grandes proyectos como las hidroeléctricas), privándolos de las condiciones de supervivencia. Por otra parte, quita la relativa autonomía de aquellos que permanecen en sus territorios, como es el caso de las áreas de conservación ambiental. Tales poblaciones pueden incluso permanecer en la tierra, pero ya no pueden utilizarla según su modo de vida. Su supervivencia ya no sería más garantizada por el cultivo de subsistencia –convertido en amenaza al buen funcionamiento del clima del planeta-, sino por “bolsas verdes”, que, además de insuficientes, son pagadas para el mantenimiento de la civilización del petróleo.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Conscientes de los riesgos que dichos proyectos traen, rechazamos el acuerdo de REDD entre California, Chiapas, y Acre que ya ha causado serios problemas a comunidades indígenas y tradicionales, como en la región de Amador Hernández, en Chiapas, México. Por ello nos solidarizamos con las poblaciones pobres de California y Chiapas, que ya han sufrido con las consecuencias. También nos solidarizamos con los pueblos indígenas del TIPNIS, en Bolivia, bajo amenaza de que su territorio sea violado por la carretera que liga Cochabamba a Beni, financiada por el BNDES.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Estamos en un estado que, en los años 1970-80, fue escenario de luchas históricas contra la expansión predatoria del capital y por la defensa de los territorios ocupados por pueblos indígenas y poblaciones campesinas del bosque. Luchas que inspiraron muchas otras en el Brasil y en el mundo. Convertido, sin embargo, a partir de fines de los años 90 en laboratorio del BID y del Banco Mundial para experimentos de mercantilización y privatización de la naturaleza, Acre es hoy un estado “intoxicado” por el discurso verde y victimizado por la práctica del “capitalismo verde”. Entre los mecanismos utilizados con el fin de legitimar ese orden de cosas, adquiere relevancia la manipulación de la figura de Chico Mendes. A juzgar por lo que nos presentan, deberíamos considerarlo el patrono del capitalismo verde. En nombre del cauchero se defiende la explotación de petróleo, el monocultivo de la caña de azúcar, la explotación maderera en gran escala y la venta del aire que se respira.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Ante tal cuadro, cabe preguntar qué es lo que no cabría en este modelo de “desarrollo sustentable”. Tal vez en ningún otro momento los ganaderos y madereros hayan encontrado un escenario más favorable. Es por esa razón que creemos necesario y urgente combatirlo, puesto que, bajo la apariencia de algo nuevo y virtuoso, reproduce las viejas y perversas estrategias de dominación y explotación del hombre y de la naturaleza.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Finalmente dejamos aquí nuestra reivindicación por la atención de las siguientes demandas: reforma agraria, homologación de tierras indígenas, inversiones en agroecología y economía solidaria, autonomía de gestión de los territorios, salud y educación para todos, democratización de los medios de comunicación. En defensa de la Amazonia, de la vida, de la integridad de los pueblos y de sus territorios y contra el REDD y la mercantilización de la naturaleza. Estamos en lucha.</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Rio Branco, Acre, 07 de octubre de 2011.</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Firman esta carta:</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Assentamento de Produção Agro-Extrativista Limoeiro-Floresta</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Pública do Antimary (APAEPL)</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Amazonlink</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Cáritas &#8211; Manaus</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular do Acre (CDDHEP/AC)</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia (CEPEDES)</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Comissão Pastoral da Terra – CPT Acre</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Conselho Indigenista Missionário – CIMI Regional Amazônia Ocidental</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Conselho de Missão entre Índios – COMIN Assessoria Acre e Sul do Amazonas</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Coordenação da União dos Povos Indígenas de Rondônia, Sul do Amazonas e Noroeste do Mato Grosso &#8211; CUNPIR</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">FERN</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Fórum da Amazônia Ocidental (FAOC)</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Global Justice Ecology Project</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Grupo de Estudo sobre Fronteira e Identidade &#8211; Universidade Federal do Acre</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Instituto Madeira Vivo (IMV-Rondônia)</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Instituto Mais Democracia</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Movimento Anticapitalista Amazônico &#8211; MACA</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Movimento de Mulheres Camponesas (MMC &#8211; Roraima)</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Nós Existimos &#8211; Roraima</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Núcleo Amigos da Terra Brasil</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Núcleo de Pesquisa Estado, Sociedade e Desenvolvimento na Amazônia Ocidental -Universidade Federal do Acre.</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Oposição Sindical do STTR de Brasiléia</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><a name="133282a00ae4c49f__GoBack"></a><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Rede Alerta Contra o Deserto Verde</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bujarí (STTR &#8211; Bujarí)</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (STTR- Xapuri)</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Terra de Direitos</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">União de Mulheres Indígenas da Amazonia Brasileira</span></span></span><span style="color: #000000;"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">World Rainforest Movement (WRM)</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><br />
</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Acre Letter &#8211; against REDD and the commodification of nature</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 22:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>noredd</dc:creator>
				<category><![CDATA[REDD statements]]></category>

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		<description><![CDATA[Letter from the State of Acre In defence of life and the integrity of the peoples and their territories against REDD and the commodification of nature We gathered in Rio Branco, in the State of Acre, on 3-7 October 2011 for the workshop “Serviços Ambientais, REDD e Fundos Verdes do BNDES: Salvação da Amazônia ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Letter                             from the State of Acre</strong></span></span></span></div>
<p lang="en-GB"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><strong>In                             defence of life and the integrity of the                             peoples and their                             territories against REDD and the                             commodification of nature</strong></span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">We                             gathered in Rio Branco, in the State of                             Acre, on 3-7 October 2011 for                             the workshop </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">“Serviços                             Ambientais, REDD e Fundos Verdes do BNDES:                             Salvação da Amazônia ou                             Armadilha do Capitalismo Verde?”                             (Environmental Services, REDD and                             BNDES Green Funds: The Amazon’s Salvation or                             a Green Capitalism                             Trap?)</span></span></span></p>
<p lang="en-GB"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">The                           participants included socio-environmental                           organizations, family                           agriculture associations, Extractive Reserve                           (RESEX) and Extractive                           Settlement organizations, human rights                           organizations (national and                           international), social pastoral organizations,                           professors, students,                           and members of civil society committed to the                           struggle of “the                           underdogs”. </span></span></span></p>
<p lang="en-GB"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">We                           saw the emergence of a consensus around the                           belief that, since 1999                           and the election of the Popular Front of Acre                           (FPA) government,                           initiatives have been adopted to establish a                           “new model” of                           development in the state. Since then, this                           model has been praised as                           a prime example of harmony between economic                           development and the                           preservation of forests, their natural                           resources and the way of life                           of their inhabitants. With strong support from                           the media, trade                           unions, NGOs that promote green capitalism in                           the Amazon region,                           multilateral banks, local oligarchies and                           international                           organizations, it is presented as a                           “successful model” to be                           emulated by other regions of Brazil and the                           world. </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Over                             these past few days we have had the                             opportunity to learn first hand,                             in the field, about some of the initiatives                             in Acre that are                             considered as exemplary. We saw for                             ourselves the social and                             environmental impacts of the “sustainable                             development” underway                             in the state. We visited the Chico Mendes                             Agro-Extractive Settlement                             Project, the NATEX condom factory, and the                             Fazendas Ranchão I and II                             Sustainable Forest Management Project in                             Seringal São Bernardo (the                             São Bernardo rubber plantation). These field                             visits presented us                             with a reality that is rather far removed                             from the image portrayed                             nationally and internationally. </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">In                             Seringal São Bernardo, we were able to                             observe the priority placed                             on the interests of timber companies, to the                             detriment of the                             interests of local communities and nature                             conservation. Even the                             questionable rules of the forest management                             plans are not respected,                             and according to the local inhabitants,                             these violations are                             committed in collusion with the responsible                             state authorities. In the                             case of the Chico Mendes Agro-Extractive                             Settlement Project in                             Xapuri, we saw that the local population                             remains subjugated to                             monopoly control: they currently sell their                             timber to the company                             Laminados Triunfo at a rate of R$90 per                             cubic metre, when this same                             amount of wood can be sold for as much as                             R$1200 in the city. This is                             why we support the demands of various                             communities for the suspension                             of these famous forest management projects.                             We call for the                             investigation of all of the irregularities                             revealed, and we demand                             punishment for those guilty of the criminal                             destruction of natural                             resources. </span></span></span></p>
<p lang="en-GB"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">During                           the course of the workshop we also analyzed                           the issues of                           environmental services, REDD and the BNDES                           (Brazilian Development                           Bank) Green Funds. We gained a greater                           understanding of the role of                           banks (World Bank, IMF, IDB and BNDES), of                           NGOs that promote green                           capitalism (e.g. WWF, TNC and CI) and other                           institutions such as the                           ITTO, FSC and USAID, and also sectors of civil                           society and the state                           and federal governments who have allied with                           international capital                           for the commodification of the natural                           heritage of the Amazon region.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">It                             was stressed that, in addition to being                             anti-constitutional, Law Nº                             2.308 of 22 October 2010, which regulates                             the State System of                             Incentives for Environmental Services, was                             created without the due                             debate with sectors of society directly                             impacted by the law, that is,                             the men and women of the countryside and                             forests. Slavishly repeating                             the arguments of the powerful countries,                             local state authorities                             present it as an effective means of                             contributing to climate                             equilibrium, protecting the forests and                             improving the quality of life                             of those who live in the forests. It should                             be noted, however, that                             this legislation generates “environmental                             assets” in order to                             negotiate natural resources on the                             “environmental services”                             market, such as the carbon market. It                             represents a reinforcement of                             the current phase of capitalism, whose                             defenders, in order to ensure                             its widespread expansion, utilize an                             environmental discourse to                             commodify life, privatize nature and plunder                             the inhabitants of the                             countryside and the cities. Under this law,                             the beauty of nature,                             pollination by insects, regulation of                             rainfall, culture, spiritual                             values, traditional knowledge, water, plants                             and even popular imagery                             are converted into merchandise. The current                             proposal to reform the                             Forest Code complements this new strategy of                             capital accumulation by                             authorizing the negotiation of forests on                             the financial market,                             through the issuing of “green bonds”, or                             so-called “Environmental                             Reserve Quota Certificates” (CCRAs). In this                             way, everything is                             placed in the sphere of the market, to be                             administered by banks and                             private corporations. </span></span></span></p>
<p lang="en-GB"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Although                           it is presented as a solution for global                           warming and climate change,                           the REDD proposal allows the powerful                           capitalist countries to                           maintain their current levels of production,                           consumption and,                           therefore, pollution. They will continue to                           consume energy generated                           by sources that produce more and more carbon                           emissions. Historically                           responsible for the creation of the problem,                           they now propose a                           “solution” that primarily serves their own                           interests. While                           making it possible to purchase the “right to                           pollute”, mechanisms                           like REDD strip “traditional” communities                           (riverine, indigenous                           and Afro-Brazilian communities, rubber                           tappers, women coconut                           gatherers, etc.) of their autonomy in the                           management of their                           territories. </span></span></span></p>
<p lang="en-GB"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">As                           a result, roles are turned upside down.                           Capitalism, the most                           predatory civilization in the history of                           humankind, would not pose a                           danger; on the contrary, it would be the                           “solution”. The                           “destroyers” would now be those who fight to                           defend nature. And                           so those who have historically ensured the                           preservation of nature are                           now viewed as predators, and are therefore                           criminalized. It comes as                           no surprise then that the state has recently                           become more open in its                           repression, persecution and even the expulsion                           of local populations                           from their territories – all to ensure the                           free expansion of the                           natural resources market. </span></span></span></p>
<p lang="en-GB"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">With                           undisguised state support, through this and                           other projects, capital                           is now promoting and combining two forms of                           re-territorialization in                           the Amazon region. On one hand, it is evicting                           peoples and                           communities from their territories (as in the                           case of mega projects                           like hydroelectric dams), stripping them of                           their means of survival.                           On the other hand, it is stripping those who                           remain on their                           territories of their relative autonomy, as in                           the case of                           environmental conservation areas. These                           populations may be allowed to                           remain on their land, but they are no longer                           able to use it in                           accordance with their ways of life. Their                           survival will no longer be                           guaranteed by subsistence farming – which has                           been transformed into                           a “threat” to the earth’s climate stability –                           but rather by a                           “bolsa verde” or “green allowance”, which in                           addition to                           being insufficient is paid in order to                           maintain the oil civilization. </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Because                             we are fully aware of the risks posed by                             projects like these, we                             oppose the REDD agreement between                             California, Chiapas and Acre, which                             has already caused serious problems for                             indigenous and traditional                             communities such as those in the Amador                             Hernández region of Chiapas,                             Mexico. This is why we share our solidarity                             with the poor communities                             of California and Chiapas, who have already                             suffered from its                             consequences. We also share our solidarity                             with the indigenous                             peoples of the </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Isiboro                         Sécure National Park and Indigenous Territory</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"> (TIPNIS) in Bolivia, who are facing the                             threat of the violation of                             their territory by a highway linking                             Cochabamba and Beni, financed by                             the BNDES.</span></span></span></p>
<p lang="en-GB"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">We                           are in a state which, in the 1970s and 1980s,                           was the stage for                           historical struggles against the predatory                           expansion of capital and                           in defence of territories inhabited by                           indigenous peoples and peasant                           communities of the forests. These struggles                           inspired many others in                           Brazil and around the world. In the late                           1990s, however, Acre was                           converted into a laboratory for the IDB’s and                           World Bank’s                           experiments in the commodification and                           privatization of nature, and                           is now a state “intoxicated” by environmental                           discourse and                           victimized by the practice of “green                           capitalism”. Among the                           mechanisms used to legitimize this state of                           affairs, one of the most                           striking is the manipulation of the figure of                           Chico Mendes. To judge                           by what they present us with, we would have to                           consider him the                           patron saint of green capitalism. The name of                           this rubber tapper and                           environmental activist is used to defend oil                           exploitation,                           monoculture sugar cane plantations,                           large-scale logging activity and                           the sale of the air we breathe. </span></span></span></p>
<p lang="en-GB"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">In                           view of this situation, we would have to ask                           if there is anything                           that could not be made to fit within this                           “sustainable development”                           model. Perhaps at no other time have cattle                           ranchers and logging                           companies met with a more favourable scenario.                           This is why we believe                           it is necessary and urgent to fight it,                           because under the guise of                           something new and virtuous, it merely                           reproduces the old and perverse                           strategies of the domination and exploitation                           of humans and nature. </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Finally,                             we want to express here our support for the                             following demands:                             agrarian reform, official demarcation of                             indigenous lands,                             investments in agroecology and the                             solidarity economy, autonomous                             territorial management, health and education                             for all, and                             democratization of the media. In defence of                             the Amazon, of life, of                             the integrity of the peoples and their                             territories, and against REDD                             and the commodification of nature. </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Our                             struggle continues.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Rio                             Branco, Acre, 7 October 2011</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Signed:</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Assentamento                             de Produção Agro-Extrativista                             Limoeiro-Floresta Pública do                             Antimary (APAEPL)</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Amazonlink</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Cáritas                             &#8211; Manaus</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Centro                             de Defesa dos Direitos Humanos e Educação                             Popular do Acre                             (CDDHEP/AC)</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Centro                             de Estudos e Pesquisas para o                             Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia                             (CEPEDES)</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Comissão                             Pastoral da Terra – CPT Acre</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Conselho                             Indigenista Missionário – CIMI Regional                             Amazônia Ocidental</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Conselho                             de Missão entre Índios – COMIN Assessoria                             Acre e Sul do Amazonas</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Coordenação                             da União dos Povos Indígenas de Rondônia,                             Sul do Amazonas e                             Noroeste do Mato Grosso &#8211; CUNPIR</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">FERN</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Fórum                             da Amazônia Ocidental (FAOC)</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Global                             Justice Ecology Project</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Grupo                             de Estudo sobre Fronteira e Identidade &#8211;                             Universidade Federal do Acre</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Instituto                             Madeira Vivo (IMV-Rondônia)</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Instituto                             Mais Democracia</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Movimento                             Anticapitalista Amazônico &#8211; MACA</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Movimento                             de Mulheres Camponesas (MMC &#8211; Roraima)</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Nós                             Existimos &#8211; Roraima</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Núcleo                             Amigos da Terra Brasil</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Núcleo                             de Pesquisa Estado, Sociedade e                             Desenvolvimento na Amazônia                             Ocidental -Universidade Federal do Acre.</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Oposição                             Sindical do STTR de Brasiléia</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Rede                             Alerta Contra o Deserto Verde</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Rede                             Brasil sobre Instituições Financeiras                             Multilaterais</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Sindicato                             dos Trabalhadores Rurais de Bujarí (STTR &#8211;                             Bujarí)</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Sindicato                             dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (STTR-                             Xapuri)</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Terra                             de Direitos</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">União                             de Mulheres Indígenas da Amazonia Brasileira</span></span></span><span style="color: #000000;"><span><span style="font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p lang="en-GB"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">World                           Rainforest Movement (WRM)</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
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		<title>Environmental Groups Denounce Diversion of Forest Funding to REDD Plantations</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 08:06:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[REDD statements]]></category>
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		<description><![CDATA[21 September 2011 - On the World Day against Monoculture Tree Plantations [1], a coalition of environmental groups and Indigenous peoples organizations [2] has launched a call to the international donor community to halt the diversion of forest conservation funding to dubious schemes to “Reduce Emissions from Deforestation and Forest Degradation and enhance forest carbon stocks” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/plantations1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-524" title="plantations1" src="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/plantations1.jpg" alt="" width="560" height="210" /></a></strong></p>
<p><a href="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/NOREDD-letter_21sept.pdf"><img class="size-full wp-image-530 alignright" style="border: 0px initial initial;" title="download_letter" src="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/download_letter.gif" alt="" width="229" height="48" /></a><strong>21 September 2011 -</strong> On the World Day against Monoculture Tree Plantations [1], a coalition of environmental groups and Indigenous peoples organizations [2] <a href="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/NOREDD-letter_21sept.pdf">has launched a call</a> to the international donor community to halt the diversion of 
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			</div> forest conservation funding to dubious schemes to “Reduce Emissions from Deforestation and Forest Degradation and enhance forest carbon stocks” (REDD+), which are being promoted within the framework of the United Nations Climate Convention.</p>
<p>The groups charge that climate policy makers are working with a flawed definition of “forests” that includes monocultures, genetically engineered trees and agrofuel plantations.</p>
<p>“This erroneous definition allows REDD+ funding to finance the expansion of monoculture tree plantations, which are implicated in serious environmental and social impacts and human rights violations all over the world,” said Winnie Overbeek, coordinator of the World Rainforest Movement.</p>
<p>More than five hundred scientists have called on the UN Food and Agricultural Organization to review the definition of forest [3], so that a clear distinction can be made between biologically diverse forest ecosystems, which provide a broad range of values and products for humanity, and monoculture tree plantations.</p>
<p>Also on the World Day against Monoculture Tree Plantations, the World Future Council will hold a ceremony in New York to hand an award to the most inspiring, innovative, and influential forest policy [4]. Simone Lovera, Executive Director of Global Forest Coalition, and one of the jury members of this year’s award, points out: “It is important to note that the six countries nominated, The Gambia, Rwanda, United States, Bhutan, Nepal, and Switzerland, have developed their successful forest policies without any REDD+ support” [5].</p>
<p>“Most of these successes are based on a combination of political will and the recognition of the rights of local communities and their valuable role in conserving and restoring forests,” Lovera said. “Forest donors should support initiatives and policies that ensure rights-based, socially just forest conservation rather than diverting their funding to risky REDD+ experiments that promote tree monocultures and human rights violations.”</p>
<p>Tom Goldtooth, director of Indigenous Environmental Network adds: “All over the world, monoculture tree plantations and other REDD+ projects are triggering conflicts with Indigenous Peoples and local communities and environmental devastation. Meanwhile, support is lacking for socially just and successful policies that support real community forest conservation.”</p>
<p>Many REDD+ donors speculate that their projects will soon be financed through mandatory carbon offset markets, which they expect will bring significant additional investment. However, carbon offset markets are collapsing due to fears that countries will fail to reach an agreement on legally binding emission cuts beyond 2012.</p>
<p>“Without global caps, there will be no global trade,” says Tamra Gilbertson of Carbontradewatch. “The European Emissions Trading Scheme – the world’s primary carbon exchange – excludes REDD+ due to well-founded concerns that forest carbon offsets undermine real efforts to reduce emissions. REDD+ funding has proven to be highly volatile, inequitable and uncertain. In order to both combat climate change and to value forests in their own right, forest conservation policies need reliable, stable and equitable support – not disingenuous and patently false solutions like REDD+.”</p>
<p><strong>For further information, contact:</strong></p>
<p>Winnie Overbeek, Coordinator, World Rainforest Movement, +598 2 413 2989</p>
<p>Tom Goldtooth, Executive Director, Indigenous Environmental Network, + 1 218 760 0442</p>
<p>Simone Lovera, Executive Director, Global Forest Coalition, + 595 21 663654</p>
<p>Tamra Gilbertson, Coordinator, Carbontrade Watch, + 34 625 498083</p>
<p>Jeff Conant, Communications Director, Global Justice Ecology Project, +1 510 698 3802</p>
<p>###</p>
<p><strong>Notes:</strong></p>
<p>[1] See  <a href="http://www.wrm.org.uy">http://www.wrm.org.uy</a></p>
<p>[2] The No REDD Platform is a loose network of researchers, activists, organizations and movements that work together by sharing information, organizing collective strategies and supporting each other. By connecting with global justice movements committed to climate, environmental and social justice the No REDD Platform aims to expose the injustices inherent in REDD+ projects globally. See  <a href="http://noredd.makenoise.org">http://noredd.makenoise.org</a></p>
<p>[3]  <a href="http://www.wrm.org.uy/forests/letter_to_the_FAO.html">http://www.wrm.org.uy/forests/letter_to_the_FAO.html</a></p>
<p>[4] See  <a href="http://www.worldfuturecouncil.org/4398.html">http://www.worldfuturecouncil.org/4398.html</a></p>
<p>[5] Please note that of these countries, Nepal is the only country that currently receives significant amounts of REDD+ support, but its successful policy on supporting community-based forest management was developed long before the first REDD+ support started to arrive.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/plantations2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-527" title="plantations2" src="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/plantations2.jpg" alt="" width="560" height="210" /></a></p>
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		<title>Grupos Ambientalistas Denuncian la Desviación de Fondos Destinados a los Bosques hacia Plantaciones REDD</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 08:02:08 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[REDD statements]]></category>
		<category><![CDATA[articulos]]></category>

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		<description><![CDATA[21 Septiembre, 2011 – En el Día Mundial de Lucha Contra los Monocultivos de Arboles [1], una coalición de grupos ambientalistas y organizaciones de Pueblos Indígenas [2] ha lanzado un comunicado a la comunidad donante internacional  para detener la desviación de fondos para la conservación de los bosques hacia esquemas dudosos para “Reducir Emisiones de Deforestación [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/plantaciones1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-554" title="plantaciones1" src="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/plantaciones1.jpg" alt="" width="560" height="210" /></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/NOREDD-letter_21sept-es.pdf"><img class="alignright size-full wp-image-534" title="download_letter-es" src="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/download_letter-es.gif" alt="" width="229" height="48" /></a>21 Septiembre, 2011 –</strong> En el Día Mundial de Lucha Contra los Monocultivos de Arboles [1], una coalición de grupos ambientalistas y organizaciones de Pueblos Indígenas [2] <a href="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/NOREDD-letter_21sept-es.pdf">ha lanzado un comunicado</a> a la comunidad donante internacional 
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			</div> para detener la desviación de fondos para la conservación de los bosques hacia esquemas dudosos para “Reducir Emisiones de Deforestación y Degradación de Bosques y fortalecer las reservas de carbono” (REDD+) las cuales se están promoviendo dentro de la Convención Marco de la ONU sobre el Cambio Climático.</p>
<p>Los grupos claman que los responsables de las políticas de cambio climático están trabajando en base a una definición de “bosques” defectuosa que incluye a los monocultivos, los árboles Genéticamente Modificados, y las plantaciones de agrocombustibles.</p>
<p>“Esta definición errónea permite que los fondos REDD+ financien la expansión de monocultivos de árboles los cuales están involucrados con serios impactos ambientales y sociales y violaciones a los derechos humanos alrededor del mundo”, según Winnie Overbeek del Movimiento Mundial por los Bosques tropicales.</p>
<p>Más de quinientos científicos han hecho un llamado a la Organización de la ONU para la Agricultura y la Alimentación para revisar la definición de bosques [3], y así se pueda hacer una clara distinción entre ecosistemas de bosque biológicamente diversos que proporcionan un amplio rango de valores y productos para la humanidad, y los monocultivos y/o plantaciones de árboles.</p>
<p>También durante el Día Mundial de Lucha Contra los Monocultivos de Arboles, el Consejo del Futuro Mundial realizará una ceremonia en Nueva York para entregar un premio a la política forestal más inspiradora, innovadora, e influyente [4]. Simone Lovera, Directora Ejecutiva de la Coalición Mundial por los Bosques, y una de los miembros del jurado de este año señala que: “Es importante notar que los seis países nominados, Gambia, Ruanda, Estados Unidos, Bután, Nepal y Suiza, han desarrollado sus exitosas políticas forestales sin ningún apoyo de REDD+” [5].</p>
<p>“La mayoría de estos éxitos se basan en una combinación de voluntad política y el reconocimiento de los derechos de las comunidades locales y su valioso rol en la conservación y restauración de bosques,” dijo Lovera. “Los donantes de bosques deberían premiar los esfuerzos de estos países en vez de desviar sus fondos hacia experimentos riesgosos de REDD+ que promueven los monocultivos de árboles y las violaciones a los derechos humanos”.</p>
<p>Tom Goldtooth, Director de la Red Indígena Ambiental añade: “Alrededor del mundo, los monocultivos de árboles y otros proyectos REDD+ están disparando los conflictos con Pueblos Indígenas y comunidades locales, y la devastación ambiental. Entre tanto, el apoyo para políticas exitosas y socialmente justas que apoyen la verdadera conservación forestal comunitaria disminuye”.</p>
<p>Muchos donantes de REDD+ especulan que sus proyectos pronto se financiarán por medio de mercados obligatorios de compensación de carbono, de donde ellos esperan recibir importantes inversiones adicionales. Sin embargo, los mercados de compensación de carbono están colapsando debido a los temores que se tienen de que los países no lograrán llegar a un acuerdo respecto a la reducción de emisiones legalmente vinculantes más allá del 2012.</p>
<p>“Sin límites globales, no habrá comercio global”, dice Tamra Gilbertson de Carbontradewatch. “El Régimen Europeo de Comercio de Emisiones -  el principal en intercambio de créditos carbono mundialmente – excluye REDD+ debido a preocupaciones bien fundamentadas en que las compensaciones de carbono forestal socavan los esfuerzos reales para reducir las emisiones. Los fondos de REDD+ han demostrado ser altamente volátiles, desequilibrados e inciertos. Para poder tanto combatir el cambio climático como valorar a los bosques en su derecho propio, las políticas de conservación de bosques necesitan un apoyo confiable, estable y equitativo – no deshonesto con soluciones claramente falsas como REDD+.”</p>
<p><strong>Para mayor información contactar con:</strong></p>
<p>Winnie Overbeek, Coordinadora, World Rainforest Movement, +598 2 413 2989</p>
<p>Tom Goldtooth, Director Ejecutivo, Indigenous Environmental Network, + 1 218 760 0442</p>
<p>Simone Lovera, Directora Ejecutiva, Global Forest Coalition, + 595 21 663654</p>
<p>Tamra Gilbertson, Coordinadora, Carbontrade Watch, + 34 625 498083</p>
<p>Jeff Conant, Director de Comunicaciones, Global Justice Ecology Project, +1 510 698 3802</p>
<p>###</p>
<p><strong>Notas:</strong></p>
<p>[1] Ver  <a href="http://www.wrm.org.uy/">http://www.wrm.org.uy</a></p>
<p>[2] La Plataforma No-REDD es una red de investigadores, activistas, organizaciones y movimientos que trabajan conjuntamente compartiendo información, organizando estrategias colectivas y apoyándose mutuamente. Al conectarse con movimientos de justicia social comprometidos con el cambio climático, la justicia social y ambiental, la Plataforma NO REDD busca exponer las injusticias inherentes de los proyectos REDD+ a nivel global. Ver  <a href="http://noredd.makenoise.org/">http://noredd.makenoise.org</a></p>
<p>[3]  <a href="http://www.wrm.org.uy/forests/letter_to_the_FAO.html">http://www.wrm.org.uy/forests/letter_to_the_FAO.html</a></p>
<p>[4] Ver <a href="http://www.worldfuturecouncil.org/4398.html">http://www.worldfuturecouncil.org/4398.html</a></p>
<p>[5] Por favor note que de estos países, Nepal es el único que aún recibe cantidades importantes de apoyo para REDD+, pero su política exitosa que apoya el manejo comunitario de bosques fue desarrollada mucho antes de que el primer apoyo a REDD+ empezara a llegar.</p>
<p><a href="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/plantaciones2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-555" title="plantaciones2" src="http://noredd.makenoise.org/wp-content/uploads/2011/09/plantaciones2.jpg" alt="" width="560" height="210" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
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